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A luta dos médicos no Pará

Arquivo 12/07/2013

Há muitos anos lutando para melhorar as condições de trabalho na Santa Casa do Pará, os médicos e demais profissionais da saúde que lá trabalham acabam de ter uma vitória, mas estão em alerta, com nova reunião marcada com o Ministério Público para hoje.

– Vimos denunciando a inadequação das instalações, a imensa sobrecarga de trabalho, a concentração do atendimento, enquanto há outras maternidades conveniadas com o SUS na região metropolitana, a falta de um sistema de referência e contrarreferência, de um plano de cargos e salários – assinala a pediatra Vilma Hutim, do Núcleo VigilaSUS da SBP e do Sindicato dos Médicos do estado.

– Temos acompanhado todo o processo, desde 2008 e também em 2009 e 2012. O VigilaSUS esteve em Belém várias vezes. Nunca as propostas apresentadas pela SBP e pela Sociedade Paraense de Pediatria foram atendidas. Agora, acionada pelo Ministério Público e com verba federal, a Santa Casa construiu um novo prédio, um anexo para a maternidade que, certamente, melhorará muito as condições de trabalho dos profissionais, mas que, para nossa surpresa, o Governo do estado chegou anunciar que seria privatizado, deixando de fora aqueles que vêm lutando há anos e merecem trabalhar em local decente. A SBP se posicionou frotalmente contra – salienta o diretor, dr. Dennis Burns, coordenador do VigilaSUS e que participou, em  junho, de audiência sobre o assunto na Assembleia Legislativa, em Belém (foto).

– Conseguimos derrubar a privatização. Mas estamos numa luta acirrada para que a Santa Casa funcione a contento. É preciso monitorar a regulação, o mapeamento do fluxo na área materno-infantil. Teremos reuniões mensais com a Comissão Estadual de Saúde, dos deputados que assumiram colaborar para a aprovação do Plano de Cargos e Salários e demais necessidades. É uma verdadeira saga pela qualidade da saúde no estado, pelo bom atendimento das crianças – resume a dra. Vilma, citando os vários envolvidos no movimento, funcionários da Santa Casa, sindicalistas, parlamentares, conselhos profissionais, OAB e Ministério Público.