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A nova identidade dos eventos da SBP

Arquivo 13/02/2008

O “Brasileirão” foi reforçado como o grande evento para o pediatra, com foco na doutrina. Os especialistas (das áreas de atuação) levarão aos cursos pré-congressos e aos itinerantes a atualização mais adequada à prática do pediatra. Leia a entrevista com o dr. Ercio Amaro Filho , diretor de Cursos, Eventos e Promoções, que  informa também que os eventos assumirão o novo padrão em 2009. Teremos todo o ano de 2008 para aperfeiçoar a proposta”, disse.

Dr. Ercio, qual é a proposta?
De um lado, é que os congressos da SBP tenham mais identidade. De outro, é facilitar a vida do pediatra, que não tem tempo, nem dinheiro para ir a dezenas de eventos por ano, mas precisa se atualizar.

Pode explicar isso?
Vamos focar os eventos das áreas de atuação pediátricas no especialista, fomentar pesquisas, e aglutinar os eventos voltados para a pediatria (geral, a pediatria em si), de maneira que o profissional possa realmente participar. Hoje temos o “Brasileirão” (de três em três anos), os Nacionais por região e o “Integradão”. É, na verdade, um congresso geral por ano. Podemos fazer um Congresso Brasileiro maior, mais robusto, com mais freqüência.

O que tem ocorrido com os Nacionais por região?
Acabam dificultando a realização dos congressos das filiadas, que ficam inibidas na promoção dos seus eventos estaduais. Nos nacionais, o professor da localidade não tem muita chance de mostrar sua experiência. Claro que os nomes dos grandes centros podem ser convidados. Mas uma coisa é um estado levar o convidado de outro estado. Outra é a SBP enviar todos seus professores, deixando pouco espaço para os pediatras da região. Precisamos oferecer mais oportunidade aos profissionais qualificados de cada local. É preciso haver renovação, fomentar a formação de novos talentos.

E os congressos de áreas de atuação pediátrica?
Os especialistas estavam desmotivados. É claro que o pediatra também precisa ter conhecimento científico diferenciado, atualizado. Mas podemos ensejá-lo por meio de outras iniciativas. Estamos organizando cursos itinerantes para isso. Os congressos de áreas de atuação ocorrerão a cada dois anos, desenhados para o especialista e em regiões onde o número provável de participantes seja significativo, permitindo o menor deslocamento possível dos palestrantes.

E quanto aos cursos itinerantes?
A idéia é um programa para pediatras que não tenham certificado de área especializada de atuação O curso vai circular pelo País, pelas filiadas que se interessarem e não necessariamente com os mesmos professores. Temos talentos espalhados pelo Brasil. Funcionará como na Reanimação Neonatal. Se na região não há professores disponíveis, o Departamento envia. Cada DC será convocado a organizar um curso de atualização para o pediatra, com conteúdo e metodologia pré-definidos, de forma a ser transmitido em datas diferentes, em estados diferentes e ministrado por professores distintos.

Será como nos Cursos Itinerantes de Reciclagem em Pediatria, os CIRAPs?
É mais ou menos a mesma idéia, mas queremos aperfeiçoar a estrutura e definir patrocínios específicos. Também planejamos fazer mais cursos pré-congressos, com maior duração. Assim, o pediatra das cidades distantes dos grandes centros poderá ir, gastando uma passagem só e fazendo vários cursos.

São estas então as idéias para atualização especializada que cabe ao pediatra dominar?
Sim, são três modalidades, com alternância dos DCs. Serão preparados cursos pré- “Brasileirão” e pré-congressos de áreas de atuação. Temos que aprender com as experiências.

Quais os problemas identificados no geral?
Existe toda uma conjuntura de sustentação financeira dos congressos que mudou drasticamente nos últimos três ou quatro anos. Há muitas sociedades de especialidades fazendo inúmeros eventos, com o mesmo público patrocinador. Temos que racionalizar nossas atividades para que tenham sustentação econômica, sem que se comprometam a qualidade da informação e as oportunidades de levar informação para o pediatra. Tudo precisa ser equacionado. Estamos buscando racionalizar a relação custo/benefício, para continuar provendo conhecimento em uma intensidade adequada.

Que tipo de programa estão planejando?
Os cursos levarão conhecimentos especializados de cada Departamento para o universo profissional do pediatra. Como vou saber se meu paciente está se desenvolvendo de uma forma adequada? Como vou tratar uma infecção urinária? São coisas que interessam ao pediatra.

Como ficou o Congresso Brasileiro de Pediatria?
Voltará a ser realizado a cada dois anos, em sistema de rodízio entre as regiões e estados, observando-se, naturalmente, a capacidade logística para sediar o evento. Deve ter um conteúdo programático seqüencial, com um congresso levando em consideração o que foi abordado no anterior. Teremos assim um programa de educação continuada, que permitirá ampla e sistemática revisão dos temas pediátricos, com profundidade.  O “Brasileirão” passa a incorporar o Integrado e o Congresso Nacional, mantendo-se a denominação e a numeração dos três. Pelo menos 60% dos assuntos a serem abordados no Brasileiro de Pediatria serão das áreas de Pediatria Ambulatorial, Saúde Mental, Adolescência, Cuidado Primários, Segurança, Ética e Defesa profissional. Os 40% restantes serão distribuídos entre as outras áreas, com abordagem transversalizada.

E o Congresso de Adolescência?
Continua existindo, voltado para os pediatras com área de atuação em adolescência. Embora adolescência faça parte da doutrina pediátrica, será considerada, para efeitos de congressos, como congresso de área de atuação. Leia o novo regulamento na íntegra ●