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Amadurecimento, autonomia e fortalecimento da Pediatria

Arquivo 17/12/2012

Fotos: Rogério Albuquerque

SBP reúne Conselho Superior e Fórum de Defesa Profissional

 

Dentre as propostas aprovadas, está o orçamento para 2013, apresentado pela diretora financeira, dra. Maria Marta Tortori. A maior parte da receita da SBP – 90% do total de recursos – resulta das anuidades pagas pelos associados. Apenas 10% tem origem em patrocínios de empresas. “Isso reforça nossa autonomia política e administrativa. As parcerias são bem-vindas, mas não dependemos delas”, assinalou o presidente, sobre a conquista que vêm do “amadurecimento da instituição”. Também foi fortalecida a prioridade absoluta e as vantagens que devem ter, cada vez mais, os associados. A diferença nos preços de inscrições de eventos e cursos para os que participam ativamente do quadro, em dia com suas obrigações, e os não-associados, deve ser sempre de valor correspondente a uma anuidade – esta será reajustada em 8% em 2013.A SBP participa de articulação internacional para a elaboração de um currículo básico unificado para a pediatria no mundo e um documento está sendo preparado para fortalecer a proposta de residência em três anos no Brasil, com a atualização científica que as crianças e adolescentes merecem. A entidade não abre mão do direito dos pacientes infanto-juvenis de serem atendidos pelo seu médico e uma campanha está sendo preparada para prevenir o alcoolismo na faixa etária. A Sociedade está estreitando sua relação com a Associação Brasileira dos Magistrados da Infância e da Juventude. Estas algumas das informações prestadas pelo dr. Eduardo Vaz na abertura do Conselho Superior (CS), realizado no último dia 12, em São Paulo.

Dra. Darci Bonetto informou sobre os preparativos para o 36º Congresso Brasileiro de Pediatria, que ocorrerá em Curitiba, de 08 a 12 de outubro de 2013, sob sua presidência. Foi aprovado o Rio de Janeiro para sediar o evento de 2015. Para contribuir no financiamento das demais filiadas, foi decidido que 10% dos recursos desses, que são os maiores Congressos da SBP, serão rateados entre aquelas que não realizam grandes eventos.

Apresentado pela 2ª secretária e editora adjunta de “Residência Pediátrica”, dra. Márcia Galvão, foi aprovado o regulamento da revista eletrônica, cujos artigos podem ser acessados livremente (“SBP Residente e Liga” /http://www.residenciapediatrica.com.br/edicao_atual.asp). Dr. Luiz Anderson Lopes, responsável adjunto pela área, expôs a proposta de regulamento para participação das Ligas Acadêmicas na SBP. Aprovado também por unanimidade, em breve estará disponível no portal.

Balanço da Reanimação Neonatal, com o curso básico e os novos – para o Transporte de Recém-nascidos de Alto Risco e o específico para Prematuro na Sala de Parto –, demonstrado pelas coordenadoras, Ruth Guinsburg e Maria Fernanda Branco de Almeida, recebeu “voto de louvor” dos conselheiros. O Simpósio Internacional da área será realizado de 27 a 29 de março de 2013 em Gramado (RS). Dra. Patrícia Lago, presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, aproveitou para convidar a todos. Integram o CS as 27 filiadas e a diretoria da SBP.

Defesa Profissional

Dr. Milton Macedo, diretor responsável, abriu o Fórum dedicado à área, dia 13 de dezembro, também em São Paulo, fazendo uma comparação entre valores praticados para pagamento do trabalho pediátrico antes de 2010, quando o movimento foi ampliado, e hoje. “Obtivemos conquistas importantes e estas são proporcionais à mobilização das entidades locais e dos pediatras”, frisou. Dentre os relatos dos estados, dra. Rejane Cavalcante, presidente da Sociedade Paraense de Pediatria, discorreu sobre a adesão de 90% obtida no movimento de outubro, com suspensão de atendimento às operadoras de saúde e grande repercussão. “Ainda não obtivemos a resposta que desejamos por parte das empresas, mas foi muito importante o apoio do Ministério Público e da população”, disse. Uma nova assembléia ocorrerá em janeiro.

No centro do debate, também as questões relativas ao serviço público, com reforço sobre a importância da troca de informações entre as filiadas a respeito do funcionamento de Programas como o Rede Cegonha, bem como sobre os processos seletivos que ocorrem nos vários locais. “Estamos atentos. No SUS estão nossos maiores desafios, até porque dele dependem a maioria dos nossos pacientes”, assinalou o dr. Eduardo.