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Arte no Memorial marca Dia do Pediatra

Arquivo 20/07/2011

Teatro e música em programa para crianças e adultos, com entrada franca


Coral da Pediatria Brasileira

Grupo de Teatro da Pediatria Brasileira

Pedro é baixinho, o menor aluno da turma, e os pais temem que isso lhe traga problemas. Mariana teve sua primeira filha há dez dias, e está preocupada, porque Luiza chora muito, quer mamar toda hora. As cenas são fictícias, mas baseadas em fatos bem reais, frequentemente narrados com angústia aos pediatras. No domingo, 24 de julho, no entanto, deverão provocar riso, reflexão e divertimento. “Meu leite é fraco” e “Meu filho é baixinho” integram o programa do “Arte do Memorial” – evento que vai reunir crianças e adultos, às 16hs, no Cosme Velho, Rio de Janeiro, para comemorar o Dia do Pediatra.

“Vamos fazer uma festa, com teatro e muita música”, diz o dr. José Dias Rego, presidente da Comissão Cultural e Artística da Academia Brasileira de Pediatria (ABP), responsável pela organização do evento. “Será uma aproximação diferente, bem lúdica, com a população”, salienta o dr. Eduardo Vaz, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). O local escolhido é o Memorial da Pediatria Brasileira Lincoln Freire (Rua Cosme Velho 381), cuja exposição permanente as pessoas também poderão visitar. “O museu foi criado com carinho, para contar a história da medicina de crianças e adolescentes, desde o abandono simbolizado pela Roda dos Expostos até as conquistas mais recentes, como a licença-maternidade de seis meses”, informa o dr. Fernando Nóbrega, presidente da ABP.

No programa do dia 24, o “Coral da Pediatria Brasileira”, o “Tijucanto” e um “Grupo de Flautistas”, regidos pela maestrina Alice Ramos Sena; a Banda “Os KaraveYo” e o grupo “Chico Lá e sua Viola”, do músico e ator Ricardo Pavão; e as cenas do “Grupo de Teatro da Pediatria Brasileira”, dirigidas por Marília Martins e escritas pelo acadêmico Reinaldo Martins, com base em queixas que tanto ouviu das mães no consultório: “Escrevo sem pretensão, mas me divirto muito”, conta. “As crianças se identificam, aprendem, acham graça, gostam também da inversão de papéis proporcionada pela composição de personagens como o do pai, da mãe e do médico”, comenta Marília, sobre os “atores mirins”.

O Coral e o Grupo de Teatro da ABP reúnem crianças de escolas públicas e particulares, com idades que variam de 7 e 13 anos. “Temos nos apresentado em hospitais, escolas, clubes, centros culturais, com um repertório que vai de Garota de Ipanema à Aleluia, de Mozart, passando pelo folclore brasileiro”, informa a maestrina Alice. Em geral, as crianças chegam mais tímidas e ganham em criatividade, sociabilidade, bagagem musical.  “Meu filho participa há dois anos dos dois grupos. Nunca foi desleixado, mas sinto que está cada vez mais responsável. Notei também mais desenvoltura, está menos retraído, apesar de sempre ter se dado bem com todos. Uma coisa que chamou minha atenção foi a melhora em relação à leitura. Os meninos precisam ler muitas músicas, decorar textos para as peças…ele lê muito bem”, comenta dona Sônia Maria de Oliveira, sobre Hugo Virgílio, de 13 anos.

Dia do Pediatra

Em 27 de julho de 1910, o dr. Antônio Fernandes Figueira fundou, no Rio de Janeiro, com um grupo de colegas, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Em 2000, quando a entidade completou 90 anos, por decisão de seu Conselho Superior, a data passou a ser comemorada como Dia do Pediatra. Hoje a SBP congrega mais de 20 mil profissionais, sendo a maior sociedade médica de especialidade do Brasil.

Clique aqui para ver o programa completo do Arte no Memorial.

Mais informações sobre o dia 24 e sobre o Coral e o Grupo de Teatro da Pediatria Brasileira, pelo tel. (21) 2245-3083, email abp@sbp.com.br