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Atentado no Rio e prevenção ao bullying

Arquivo 07/04/2011

07/ 04/11- Nesta quinta-feira um rapaz de 24 anos entrou numa escola do Rio de Janeiro para matar estudantes e se matar. A tragédia deve trazer reflexão, afirma o dr. Aramis Lopes Neto, presidente do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). “Nos Estados Unidos, onde casos semelhantes ocorreram, em 80% deles foi comprovada relação com o bullying”, diz, se referindo à violência praticada entre iguais.

Ainda não se sabe muito sobre Wellington de Oliveira, o protagonista do assassinato ocorrido na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, a não ser que entrou no local onde estudou e matou alunos a esmo, depois se matou, deixando uma carta. Mas as primeiras informações “indicam que perdera sua mãe adotiva, era um rapaz introvertido, com problemas emocionais graves, talvez com algum desequilíbrio mental e que possivelmente responsabilizava a escola pelo seu sofrimento. É preciso ter um olhar especial para estas pessoas. É provável que já tivesse antes manifestado sinais de depressão, isolamento e é bem possível que em algum momento tenha sido vítima de violência ali, naquela escola”, diz.

É tempo de que “um programa sério de prevenção à violência nas escolas e ao bullyingseja urgentemente discutido”, salienta o dr. Aramis, acrescentando que, entre outras medidas, é necessário que seja dada a devida importância também ao desarmamento.