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SBP e Soperj lançam campanha da amamentação em Madureira

Arquivo 31/07/2014

ANGELICACom a frase “Amamentar é… mais saúde para a vida inteira!” e a ajuda de uma família bem informada, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lança, juntamente com a Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro (Soperj), no dia 02 de agosto, sábado, às 10h, no Parque Madureira (à rua Soares Caldeira 115, entrada 1), a campanha que marca a Semana Mundial da Amamentação (SMAM) de 2014. O ato contará com as crianças do coral e do grupo de teatro organizados pela Academia Brasileira de Pediatria, atividades lúdicas e orientação a respeito do aleitamento materno. “Queremos levar mais informação para toda a população”, salienta Eduardo Vaz, presidente da SBP

Compromisso com o futuro

A carioca Natália dos Reis Carvalho, 19 anos, posou para o cartaz e o folheto que serão distribuídos no país amamentando seu filho Murilo, de sete meses. Formada no segundo grau, ex-vendedora, Natália conta que a gravidez veio “no susto”, mas “para o bem” e que fará faculdade, quer ser nutricionista e sempre gostou de estudar. Eis seu depoimento: “Foi um parto normal, tranquilo, todos eram super atenciosos. Murilo foi colocado no meu peito ainda na sala de parto, abriu a boquinha e mamou muito. Parecia que eu tinha dado da mamar a vida toda, a médica até falou: ‘Nossa está tão perfeito, não precisa nem arrumar’. Adoro amamentar, é na hora da amamentação que a gente está mais ligada ao neném. Não quero que ele largue o peito até pelo menos uns dois anos. É super importante,  porque livra a criança de várias doenças. Acho toda essa divulgação muito bonita. No mesmo dia do Murilo, nasceram umas 20 ou 30 crianças também de mães que, na maioria, não tinham mais que 25 anos”.

O compromisso com o futuro também é marca do comerciário Andersson Torres, 20, cearense, pai do Murilo. No Rio há quatro anos, atualmente gerente de uma lanchonete, é o mais velho de quatro irmãos. “Sempre ajudei minha mãe, mas aprendi mais sobre amamentação quando a Natália engravidou e ganhou, no pré-natal, um cartão e um livrinho com informações. Ajudo como posso. Chego do trabalho de madrugada e vamos nos revezando. Quando Natália está cansada,  arrumo as coisas da casa.  Minha mãe, Sílvia, que mora com meu padrasto, perto de nós, também sempre ajuda a cuidar. O bom é que Murilo é o primeiro, o xodó da casa, todo mundo brinca e quer estar com ele. A maioria dos meus amigos tem filhos. Eu teria cinco dias de licença-paternidade, mas estava de férias quando ele nasceu”, conta.

Quem também não se cansa é Monique Victória Dias dos Reis, 15 anos, irmã de Natália. Cursando o segundo grau, acha “muito bom” ter um sobrinho e adianta: “fico paparicando” e também “dando uma força, acalmo quando ele chora, ponho para dormir, converso e brinco, ele adora!”.

“Todo mundo se ajuda”, atesta a avó coruja Cida, Maria Aparecida dos Reis, 41. “Tento estar presente em todos os momentos. Criei minhas duas filhas sozinha – hoje em dia temos que ser pai e mãe –, com minha família longe e sempre trabalhando, cozinhando sob encomenda na minha casa e também fora, gosto muito. Nunca deixei de educá-las.  Procurei dar amor, limites, carinho, responsabilidade. Desde quando Natália me falou da gravidez, fiquei ao lado dela. Quando Murilo nasceu, disse ‘filhinha você vai conseguir amamentar. Põe na posição direitinho que não terá problema’. Depois das meninas, meu neto mudou minha vida, me deu ainda mais vontade de viver para protegê-lo também. Sempre fui feliz com minhas filhas, lutei para criá-las. Parece que ele era o que faltava”, diz, com emoção.

Vantagens para todas as fases

A SMAM é uma estratégia idealizada pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (Waba, a sigla em inglês) e ocorre, de 1 a 7 de agosto, em cerca de 150 países. Este ano, o objetivo é chamar atenção para os ganhos que a amamentação traz para a vida inteira, da infância à maturidade.“O leite materno produz a melhor prevenção contra algumas das doenças que mais matam a nossa espécie, como as do coração, a asma, a obesidade, diabetes”, informa Luciano Borges Santiago, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SBP.

Em relação ao combate ao excesso de peso e à obesidade, Keiko Teruya, também do Departamento, informa: “Quando uma criança suga o peito, controla a saciedade pela sucção, sorve a quantidade que aguenta, pois o estômago de um recém-nascido retém mais ou menos de 10 a 15 ml de leite e, como demora para sugar, faz um autocontrole, mantém um volume constante. Já com a mamadeira, o leite cai na boca do bebê. Como o estômago é um órgão musculoso, vai se dilatando e passando a exigir mais, não há o controle. E é ainda pior quando uma mulher pobre, para que o leite renda mais, engrossa com outros produtos e adiciona açúcar. O fígado de uma criança não metaboliza bem o amido de milho até os quatro meses, as mães não sabem o malefício que isso traz! O amido é açúcar, hidrato de carbono e, junto com a gordura do leite artificial, faz a criança ficar gorda, com desnutrição de proteínas.

“Hoje sabemos que a introdução de proteína estranha ao organismo do ser humano, com elementos diferentes dos encontrados no leite materno, agride os órgãos, é danosa ao ser humano”, salienta a dra. Keiko. Além do mais, “quando é amamentada, a criança sente o conforto, o aconchego, a segurança, aquele olhar da mãe e isso faz com que fique mais calma”, diz.

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