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Brasil se torna referência mundial em leite materno

Arquivo 27/07/2008

Logo nas primeiras horas de vida, vem o dilema: o que fazer quando a mãe não consegue amamentar o filho? Basta um simples gesto que pode salvar uma vida: a doação.

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Os bancos de leite no Brasil são referência mundial. E o melhor: estão ao alcance de mulheres de todo país, ajudando mães que não podem amamentar e principalmente os bebês prematuros que não conseguem mamar no peito.

O Brasil tem hoje 190 bancos de leite. O leite materno funciona como uma verdadeira vacina, protegendo a criança de muitas doenças.

A maior rede de bancos de leite humano do mundo está no Brasil. Só no ano passado, 1.350 milhões de litros de leite foram coletados e beneficiaram 107 mil bebês, quase todos prematuros que não conseguem ainda mamar no peito da mãe.

Daniela Costa recebeu a ajuda de um banco de leite nos primeiros dias de vida dos filhos. Logo depois passou a amamentar os trigêmeos. Eles ganharam peso e completaram três meses saudáveis, sem nunca ter recebido outro alimento.

“O leite materno supre tudo. Não precisa de água ou de chá. A minha mãe fica falando: ‘Minha filha, dá um chazinho’ ou minha sogra diz: ‘Minha filha, dá uma agüinha’”, conta a mãe Daniela Costa.

O leite materno pode salvar vidas. Estima-se que sete mil crianças deixariam de morrer todo ano no Brasil se fossem amamentadas corretamente.
Nem todas as mulheres sabem, mas o ideal é que as mães tentem amamentar os bebês logo na primeira hora de vida. Segundo a Organização Mundial de Saúde, essa primeira mamada é tão poderosa quanto uma vacina.

“O leite humano traz a defesa, porque as doenças do ser humano são próprias do ser humano. Então, o nosso leite da nossa espécie traz essa defesa para a gente”, explica a coordenadora dos bancos de leite do Distrito Federal, Miriam Santos.

Nesta sexta-feira (1º), o Ministério da Saúde vai começar uma campanha para incentivar as mães a alimentar os filhos nos seis primeiros meses exclusivamente com leite do peito.

“Ele evita infecções comuns na infância que ainda matam no Brasil. Por exemplo, diarréia e pneumonia. Também previne contra otites, asma, diabetes e inclusive doenças que vão aparecer só mais tarde na vida, como obesidade, hipertensão, colesterol alto e até certos tipos de cânceres”, alerta a coordenadora da saúde da criança do Ministério da Saúde, Elsa Giugliani.

Em média, as mães amamentam os filhos por dez meses. O ideal, segundo a Organização Mundial de Saúde, é que a criança seja amamentada por mais de 2 anos e nos primeiros seis meses de vida, apenas com o leite materno.