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Brasileiro amamenta por mais tempo

Arquivo 31/07/2009

Começa neste sábado a semana mundial de amamentação e a campanha de aleitamento materno do Ministério da Saúde. E uma pesquisa mostra que as mães brasileiras estão no caminho certo.

Ana Júlia e João Pedro, um em cada peito. Luzilene quer fazer com os gêmeos que acabaram de nascer o mesmo que fez com a primeira filha há 13 anos.

O tempo médio de aleitamento materno no Brasil aumentou em um mês e meio. Passou de 296 dias para 342 dias, quase um ano. Nas regiões Norte e Nordeste, os bebês mamam por mais tempo. Em Macapá, a média é de 601 dias. Nas regiões Sul e Sudeste, a amamentação é mais curta. Em São Paulo, dura em média 292 dias.

“Eu acredito que as regiões mais industrializadas, em que a mulher está mais inserida no mercado de trabalho, também trazem essa dificuldade para mulher”, disse Lilian do Espírito Santo, do Ministério da Saúde.

Também está crescendo o número de crianças que mamam no peito na primeira hora de vida – o que contribui para reduzir a mortalidade infantil. São Luís, no Maranhão, é a capital com o maior número de bebês que mamaram logo ao nascer.

O desafio hoje começa depois que as mães saem do hospital. A recomendação dos médicos é que o leite materno continue sendo o único alimento do bebe até ele completar seis meses. Nesse período nada de suco, água ou chá. Mas hoje no Brasil o leite materno ainda é usado como alimento exclusivo por apenas 54 dias, em média, menos de dois meses.

“O aleitamento exclusivo nos seis primeiros meses de vida é decisivo para a vida inteira do ser humano. É neste período que o cérebro cresce com a maior rapidez e que se forma a estrutura do desenvolvimento mental, do aprendizado e do comportamento”, disse o presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Dioclécio Campos Junior.

Luzilene sabe o bem que faz aos filhos e quer que mamem no peito até dois anos. “Pra prevenir a doença, o corpinho deles, pra eles terem uma boa defesa. E é bom mesmo amamentar que a gente está dando segurança pro filho da gente”, disse a auxiliar de enfermagem Luzilene Ferreira Sales.