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Brasília sediará o 22º Congresso Brasileiro de Perinatologia

Arquivo 14/11/2014

22 congresso brasileiro de perinatologia

O 22ª Congresso Brasileiro de Perinatologia será realizado de 19 a 22 de novembro, em Brasília, juntamente com o IX Simpósio Internacional de Medicina Fetal da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Distrito Federal (SGOB). Com professores do Brasil e 10 convidados do exterior, de países como os Estados Unidos, Canadá, Austrália, Suíça, França, o programa foi elaborado “com muito cuidado, para englobar os aspectos mais importantes e atuais da área, de forma abrangente”, frisa Renato Procianoy, presidente do Departamento Científico de Neonatologia da SBP.

A integração entre pediatras e obstetras é destacada pelo presidente do evento, Nelson de Oliveira. “Haverá um direcionamento para as questões que podem ser aplicadas no dia a dia dos profissionais, desde o crescimento intrauterino até o ‘follow-up’ dos recém-nascidos de risco”, adianta. “Trata-se de uma linha de cuidado perinatal, com um olhar não apenas para os processos biológicos, mas também para as questões psicoafetivas da mãe, do feto e do bebê”, frisa. Serão palestras, mesas-redondas, colóquios, apresentação de temas livres. “Em todos os instantes, haverá espaço para o debate”, diz.

Neurodesenvolvimento e atualidade

“Há uma tônica importante no congresso, que são as questões voltadas para o neurodesenvolvimento”, salienta o dr. Nelson. Estarão em pauta a neuroproteção, os cuidados que devem ocorrer para que se evite a asfixia perinatal, a hemorragia intracraniana. “As crianças que estão tendo suas vidas salvas nas UTI neonatais têm dificuldades, às vezes no futuro, no que diz respeito ao desenvolvimento neuropsicomotor. Discutiremos como trabalhar essa neuroproteção cerebral na vida intrauterina, na atenção neonatal e na pós-natal”, assinala.

Estão também no programa assuntos como “Repercussões fetais e neonatais nas gestantes usuárias de crack”, a serem abordadas do ponto de vista psicoafetivo, neurológico, comportamental e físico. “É uma situação emergente na nossa realidade, com grande número de gestantes usuárias de drogas e o crack é uma das que têm sido mais prevalentes nesse grupo. Vamos mostrar as abordagens que vêm sendo realizadas, com debatedores que têm muita experiência, trabalham em serviços de referência na atenção a esses pacientes”, informa o dr. Nelson.

Na conferência sobre “Prematuridade e partos operatórios. Fatos e tendências”, o presidente explica que o objetivo é discutir as tendências atuais no Brasil e no mundo, não apenas do ponto de vista profissional, mas inclusive das escolhas da população, e dos possíveis impactos em taxas de prematuridade, baixo peso. “Será uma mesa que trabalhará com a questão da mudança de comportamento, avaliando as tendências futuras”, esclarece.

Quanto a “Infecções virais no período neonatal. O que há de novo no diagnóstico e no tratamento”, o presidente salienta que, dentre as infecções que acometem a gestante e o recém-nascido, serão trabalhadas as voltadas ao Herpes, ao Parvovírus (Eritrovírus Humano) e ao Sincicial Respiratório – esse “em função dos grandes progressos da neonatologia e do fato de que cada vez mais podemos salvar crianças de menor peso. É uma das principais infecções pós-natais, ocorrem principalmente já nos domicílios, com as bronquiolites e infecções respiratórias graves. Vamos destacar a profilaxia”, observa. Quanto ao Herpes e ao Parvovírus, a ideia é “chamar a atenção, ampliar a discussão em termos de rastreamento e conduta”, diz.

Dr. Procianoy lembra também a importância dos cursos pré-congresso, como o de Reanimação Neonatal, o de Transporte do Recém-Nascido de alto risco, a Reanimação do Prematuro em Sala de Parto. “Há sempre gente nova para ser treinada, são aulas práticas, muito importantes”. Acesse http://www.perinato2014.com.br/ , saiba mais e participe!