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Começa no sábado o Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia em Pediatria

Arquivo 25/04/2012

25/04/2012 – O 12º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia em Pediatria começa no próximo sábado, 28 de abril, em São Paulo, reunindo professores do Brasil e de vários outros países, entre os quais os Estados Unidos, Alemanha, Argentina e Portugal. O diagnóstico precoce das Imunodeficiências Primárias (IDPs) está entre os temas centrais. O evento vai tratar, em várias sessões, “desde os sinais de alerta, até as manifestações clínicas e o tratamento de Imunodeficiência Combinada Grave, visando que os casos sejam identificados cedo e rapidamente referidos para alguns centros especializados no tratamento existentes em nosso país”, adianta a presidente do Congresso, dra. Magda Carneiro-Sampaio, professora titular do Departamento de Pediatria e presidente do Conselho Diretor do Instituto da Criança da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, integrante do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SBP. Consulte ohttp://www.alergoped2012.com.br e veja, a seguir:

 

Dra. Magda, por que o diagnóstico precoce das Imunodeficiências Primárias (IDPs) representa um dos temas centrais do 12º Congresso?

R: As Imunodeficiências Primárias (IDPs) constituem um grupo grande e heterogêneo de mais de 150 diferentes doenças. Dentro do conceito de doença rara (DR) adotado na comunidade europeia (frequência menor que 1:2.000 na população), todas as IDPs, exceto a Deficiência Seletiva de IgA, podem ser consideradas como DRs, sendo algumas extrememente raras. Como grupo, as IDPs não são raras e nos EUA foi determinado recentemente que 1:1.200 pessoas tem uma IDP diagnosticada. Desta forma, naquele país com cerca de 310 milhões de habitantes, estima-se que existam cerca de 250 portadores de IDPs. Transpondo essas cifras para o nosso país com quase 200 milhões de habitantes, é legítimo supor que tenhamos cerca de 160.000 casos. Entretanto, menos de 3.000 casos foram identificados até agora no Brasil.

Quando falamos de diagnóstico precoce de IDPs, a preocupação está centrada sobretudo nas IDPs graves, que se estima que acometam 1:10.000 nascidos vivos. Preocupa-nos em especial aquelas formas incompatíveis com a vida além de 1 – 2 anos, se a criança não tiver um diagnóstico estabelecido e não for submetida a um transplante de células hematopoiéticas (de medula óssea ou de cordão umbilial). O protótipo das IDPs graves é a chamada Imunodeficiência Combinada Grave (em inglês, SCID: severe combined immunodeficiency). As cerca de 12 a 15 diferentes formas de SCID caracterizam-se pelo não desenvolvimento dos linfócitos T, podendo em alguns casos também não haver linfócitos B, ou, em outros casos, se presentes, são não funcionantes, por falta da colaboração dos T.

Os lactentes portadores de SCID precisam ser reconhecidos muito cedo, para que não recebam vacinas vivas (em especial BCG) e sejam colocados em ambientes com bom isolamento microbiológico, para que a criança possa estar em boas condições até que consiga receber o transplante de células hematopoiéticas. Na década de 80, fez-se um belo filme sobre “O menino da bolha de plástico”, que representa um caso de SCID. Admite-se que SCID apareça em 1:50.000 nascidos vivos, sendo a forma ligada ao X a mais comum, ou seja os meninos são muito mais afetados.

O 12 º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia em Pediatria vai tratar em várias sessões desde os sinais de alerta, até as manifestações clínicas e o tratamento de SCID, visando que os casos sejam identificados cedo e rapidamente referidos para alguns centros especializados no tratamento existentes em nosso país.

Inscrições

A Secretaria do Congresso estará aberta para novas inscrições e credenciamento no dia 27 de abril, das 17 às 19 horas, na FECOMERCIO, à rua Dr. Plínio Barreto 285, em São Paulo. A organização informa que, caso você ainda não tenha feito sua inscrição, deve preencher antecipadamente seus dados no site e efetuar o pagamento na secretaria do evento.