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Coral e Teatro da ABP fazem arte em Laranjeiras e no Cosme Velho

Arquivo 07/11/2013


Grupo de Teatro com Marília Martins

Maestrina Alice Ramos Sena com o Coral

As crianças e adolescentes do Coral e do Grupo de Teatro organizados pela Academia Brasileira de Pediatria (ABP) participaram, pela segunda vez, do Arte em Laranjeiras e Cosme Velho – evento cultural realizado nos bairros da Zona Sul carioca, em outubro, e já em sua oitava edição. Também integrou o programa, registrando um significativo aumento de visitantes, a exposição permanente do Memorial da Pediatria Brasileira Lincoln Freire, que narra a história da medicina de crianças e adolescentes. O museu fica situado no Cosme Velho.

“Villa-Lobos menino”, sobre os primeiros anos da vida do compositor, nascido em Laranjeiras, e “Vida em Movimento” foram as peças apresentadas pelo Grupo de Teatro. De acordo com a diretora, Marília Martins, a primeira foi uma experiência de valorização da história do país. “Eles compõem personagens, experimentam a caracterização. É uma oportunidade de usar figurino e elementos de outra época, do fim do século XIX, e há o estudo de um momento da história da música e dos costumes brasileiros”, assinala. Já a segunda é uma “performance sem texto”,  um “trabalho de expressão corporal a partir das sugestões dos próprios alunos, que quiseram  expressar os ciclos da vida”, diz. No resultado, “muitos movimentos circulares e gestos do cotidiano, como agarrar, rasgar, equilibrar”, conta, salientando que as apresentações são “importantes para a autoestima das crianças”. É um “reconhecimento”, “muitas vezes não se tem certeza do caminho, mas no teatro se experimenta a coragem de poder criar algo”, enfatiza.

Quanto ao Coral da ABP, a maestrina Alice Ramos Sena incluiu três músicas no repertório que ainda não tinham sido apresentadas em público. Além de “Bolinha de Sabão”, de  Orlandivo  e Adilson Azevedo, que fez parte do início da Bossa Nova, e “Calunga, Calunga”, do folclore brasileiro, as crianças cantaram “Vagalumes”, da banda paulista Pollo. De acordo com a maestrina, “as crianças gostaram muito das canções novas, porque têm uma coreografia interessante e temas motivadores”.  Alice Ramos informa que antes do início dos ensaios há um diálogo com os alunos sobre as letras, que sempre devem contribuir para seu crescimento cultural. “Nos indagamos, por exemplo, sobre o porquê das letras. O tema de ‘Calunga, Calunga’, por exemplo, remete aos descendentes de escravos. As crianças interpretaram com a paixão de quem entende o sofrimento alheio”, frisa. Para ela, além de ensinar música, o objetivo é também a formação de “cidadãos”.

As apresentações do Grupo de Teatro e do Coral da ABP foram realizadas no Clube Hebraica. O evento contou também com exposições, passeios e palestras, dentre outras atividades, em espaços variados. A organização foi da Associação de Moradores e Amigos de Laranjeiras (AMAL).