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Pediatria e política de saúde

Arquivo 24/03/2011

24/03/11- Os baixos salários e os problemas da gestão pública, que substitui o pediatra por outro profissional de saúde. Estas foram algumas das questões abordadas pela reportagem do Jornal Futura, que foi ao ar nesta segunda-feira, com depoimentos de mães, e entrevistas com os drs. Sidnei Ferreira, diretor da SBP; Dulce Lucas, coordenadora da pediatria do Hospital Municipal Piedade, no Rio de Janeiro, e Audinélia Pinheiro, do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) da UFRJ.

Leia alguns trechos e clique aqui para assistir a matéria na íntegra.

“A falta do pediatra, na verdade, é a questão do mercado (de trabalho), da remuneração. A pediatria é uma especialidade. Requer  formação. (…). É muita responsabilidade. (…) O pediatra é pouco remunerado tanto no serviço público quanto no serviço privado.

“Eu gostaria que as autoridades atentassem para este problema, porque é muito importante que a criança, nos primeiros anos de vida, tenha o atendimento especializado no seu crescimento e desenvolvimento. (…) O adolescente também, pela sua mudança. Então, é preciso valorizar o pediatra, pagar dignamente, dar condições do médico se reciclar, para que nossas crianças e adolescentes sejam bem atendidos”.
Dr. Sidnei Ferreira, diretor da SBP

De dois anos para cá eu avisei à direção do hospital que nós entraríamos em colapso, porque  estávamos na vigência de algumas aposentadorias e até mesmo transferências para outras unidades. Atualmente precisamos de sete pediatras a mais para que o serviço funcione plenamente. Fiz uma contraproposta à direção, que me colocasse este pessoal, que realmente necessito, e eu até aumentaria o número de leitos da pediatria, mas até o momento não obtive nenhuma resposta”.
Dra. Dulce Lucas, coordenadora do serviço de pediatria do Hospital Municipal Piedade, Rio de Janeiro

“Só o pediatra pode fazer o acompanhamento regular, mensal, o exame físico, pode detectar problemas que se não forem detectados a tempo podem gerar problemas no futuro (…) A residência de 3 anos é para proporcionar um preparo maior. Porque nesse tempo todo a pediatria avançou muito, muito conhecimento, muitas doenças foram descobertas. Eu me formei em 1985, não existia AIDS, estava surgindo. Quanta coisa se descobriu.(…) No Hospital em que trabalho sempre há procura (de residentes pela pediatria). Nem todos são aprovados, porque a seleção é rigorosa”.
Dra. Audinélia Pinheiro, do IPPMG, da UFRJ