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Por mais segurança no trânsito!

Arquivo 11/05/2011

11/05/11-  Começa hoje, em diversos países, o movimento “Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020”, promovido pela Organização Mundial de Saúde, com o objetivo de reduzir lesões e mortes por acidentes. O Departamento Científico (DC) de Segurança da Criança e do Adolescente da SBP apóia a iniciativa e seu presidente, dr. Aramis Lopes Neto, lembra que os acidentes de trânsito são a principal causa de óbito entre crianças e adolescentes de cinco a 14 anos, ultrapassando as doenças em geral e até mesmo as situações de violência. Entre as mortes acidentais, as causadas no trânsito respondem por mais de 50%, acometendo principalmente crianças, adolescentes, adultos jovens e idosos.

Além disso, o presidente do DC de Segurança salienta que “os recursos de proteção a pedestres não são eficazes e não há sistemas de vigilância e medidas punitivas capazes de inibir a imprudência dos motoristas em geral. Por isso, os atropelamentos causam a maioria das mortes no trânsito e entre as vítimas já estão crianças de um a quatro anos de idade. Entre os jovens de 15 a 29 anos, crescem assustadoramente os registros de mortes de motociclistas, consequência não apenas do aumento da circulação desse tipo de veículo, como também da falta de vigilância quanto ao uso de equipamentos de segurança adequados e de regulamentações específicas para esse meio de transporte”.

O Departamento Segurança da SBP defende a criação, aperfeiçoamento e aplicação efetiva das medidas voltadas à prevenção e redução da mortalidade e danos causados por acidentes de trânsito.  São considerados prioritários para a proteção de crianças e adolescentes a obrigatoriedade do uso de capacetes, cintos de segurança, assentos restritivos adequados a cada idade e a acomodação sempre no banco traseiro dos veículos.

“Cabe ressaltar a necessidade de medidas gerais, voltadas para a exigência do respeito às leis de trânsito, em particular o impedimento da direção sob efeito de álcool, além de outras ações imprudentes, que devem ser reprimidas com veemência, com base em legislação que proteja as vítimas em potencial.  Novas medidas para maior segurança de pedestres, motociclistas e ciclistas – ao invés do olhar voltado unicamente aos motoristas e passageiros –, tornaram-se prioritárias, diante do fato de que vem desse grupo mais de 50% das vítimas fatais no trânsito”, ressalta também o dr. Aramis.

São fundamentais também “providências voltadas para a adequação dos serviços de atendimento  de emergência, tanto no local do acidente, quanto no ambiente hospitalar. A disponibilidade de atenção especializada para crianças e adolescentes vitimados, com profissionais treinados e equipamentos específicos, permite a melhor recuperação e a minimização das lesões decorrentes dos traumatismos adquiridos no acidente”, conclui.