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Riscos e benefícios do creme dental fluoretado na primeira infância

Arquivo 16/11/2011

Creme dental com um mínimo 1100 ppm de flúor é recomendado duas vezes por dia como coadjuvante da limpeza dos dentes de todas as crianças. Para os menores de dois anos de idade, basta uma “lambuzadela” (do tamanho de um grão de arroz cru) e, a partir daí, a quantidade da pasta deve corresponder ao tamanho de um grão de ervilha. A informação é do dr. Danilo Blank, que representou a SBP em recente simpósio sobre o assunto, realizado pela Associação Gaúcha de Odontopediatria (AGOPED), em Porto Alegre e salienta: “Pais ou cuidadores são responsáveis por escovar os dentes das crianças ao longo de toda a primeira infância, a partir da erupção do primeiro dente”.

No debate realizado durante a 5ª Jornada Gaúcha de Odontologia Pediátrica, foram reafirmados também conceitos, como o de que “a cárie não é causada pela falta de flúor, mas pela vulnerabilidade decorrente das desigualdades sociais; há grande inconsistência nas orientações preventivas dos órgãos de saúde brasileiros; as melhores evidências científicas sustentam o uso do mesmo dentifrício para a toda a família e não há distinção entre orientação preventiva para pobre ou rico”, assinala o diretor da Sociedade. Além disso, dr. Danilo acrescenta que foi dado destaque à Política Nacional de Saúde Bucal – Programa Brasil Sorridente – que distribui creme dental fluoretado com concentração adequada para a população e ao Guia de Recomendações para o Uso de Fluoretos no Brasil (http://dab.saude.gov.br/docs/publicacoes/geral/livro_guia_fluoretos.pdf), que deve ser de conhecimento de todo pediatra.

Atualização de condutas

Antes do evento, o diretor da Sociedade fez uma análise da literatura e também uma enquete online entre os pediatras. “A indicação de escovação a partir da erupção do primeiro dente, com escova macia e dentifrício fluoretado está cada vez mais presente nos estudos. Sobre a controvérsia a respeito da segurança do uso de creme dental com flúor nos primeiros anos de vida, a questão é observar a concentração da substância na pasta e desta na escova”, enfatiza. Ao analisar a resposta do questionário enviado pela SBP pelo portal aos associados, dr. Danilo reforça o acerto do encaminhamento dos pacientes para a primeira consulta com o dentista para cuidados preventivos até o primeiro ano do bebê, como “foi declarado por 80% dos colegas”. Mas há ainda os que só o fazem até os três anos da criança: “é preciso atualizar essa e outras condutas”, diz, acrescentando que a Sociedade já está em contato com as entidades da odontologia para mais ações na área de saúde bucal.

Clique para ler a íntegra do relatório final da 5ª Jornada Gaúcha de Odontologia Pediátrica elaborado pela AGOPED.

Veja também o texto do dr. Danilo Blank “Cremes dentais da primeira infância: o que pensam os pediatras”.