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Saúde mental da criança e aproximação com Abenepi

Arquivo 26/06/2009

Reforçando a importância da relação com os psiquiatras, com neurologistas, e com todos os profissionais da área, dr. Eduardo Vaz lembrou que “a SBP se preocupa com a criança de uma forma global e, cada vez mais, com a qualificação dos pediatras”. O vice-presidente da Sociedade assinalou a relevância da “orientação aos pais sobre a estimulação adequada em cada fase, “especialmente dos 0 aos 3 anos”, e também sobre as doenças mentais, “morbidades cada vez mais presentes na população pediátrica”. Nos EUA, por exemplo, o suicídio ocasionado pela depressão ou doença bipolar é a terceira causa morte em adolescentes. Sabemos como os primeiros anos de vida são essenciais e que quanto mais as crianças desenvolvem habilidades motoras e cognitivas, melhor se socializam, têm menos distúrbios de conduta, menos depressão”, assinalou.Marcando uma importante aproximação com a SBP, o XX Congresso da Associação Brasileira de Neurologia, Psiquiatria Infantil e Profissões Afins (Abenepi) foi realizado em junho, em Campinas (SP), reunindo cerca de 1.300 participantes. “Contamos, pioneiramente, esse ano, com um forte apoio da Sociedade”, destaca o dr. César Moraes, presidente do Congresso, que convidou a entidade para a Comissão Científica e para a mesa de abertura (foto). Dr. Eduardo Vaz, vice-presidente, representou os pediatras na solenidade e também fez conferência sobre a licença-maternidade e sua repercussão no bem-estar das crianças. Dr. Ricardo Halpern, presidente do Departamento de Saúde Mental da SBP, apresentou duas palestras, sobre a “importância do diagnóstico precoce dos atrasos de desenvolvimento, focalizando o papel do pediatra” e sobre o “tratamento de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade”.

 “A troca de experiências com a Abenepi é fundamental também para a formulação dos temas de saúde mental para o currículo do terceiro ano de residência médica em pediatria – uma reivindicação da SBP à Comissão Nacional de Residência Médica do Ministério da Educação”, salientou o vice-presidente. “O aumento do tempo da especialização é uma tendência mundial e hoje o Brasil é o único país da América do Sul onde a residência em pediatria ainda é de apenas dois anos. Precisamos de mais tempo, para uma melhor formação. Por outro lado, trabalhamos também para que o pediatra que já está com o TEP receba todas as informações de que precisa”, reforçou, assinalando que o médico de crianças e adolescentes “é o profissional em quem as mães confiam e sua presença no atendimento das crianças proporciona uma infância mais saudável”.

O programa do XX Congresso da Abenepi abrangeu mais de 70 questões, da neurociência à subjetividade na infância, a partir do tema central “Desenvolvimento da criança na atualidade: da filosofia às evidências”.  A SBP “foi muito bem recebida no evento pelo dr. César Moraes e pela dra. Maria Valeriana Moura Ribeiro, que é presidente da Associação”, assinalou o dr. Eduardo, chamando atenção também para a conferência do pediatra José Martins Filho – “A criança terceirizada” –, sobre os problemas da vida moderna e a responsabilidade dos pais no cuidado dos filhos. “A SBP participou em todos os níveis deste importante evento, que abordou questões muito relevantes para a prática diária do pediatra, no sentido da promoção da saúde mental da criança e do adolescente”, finalizou o dr. Ricardo Halpern.