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SBP apresenta ao ministro residência em pediatria de três anos

Arquivo 21/11/2011

A diretoria da SBP levou ao ministro da Saúde, dr. Alexandre Padilha, proposta de ampliação do programa e do tempo de residência em pediatria para três anos. Participaram da audiência, em Brasília, na quinta-feira (foto), os drs. Eduardo Vaz, Fabio Ancona, vice-presidente, Marilene Crispino, secretária-geral, Sandra Grisi, diretora de Ensino e Pesquisa, e Diolécio Campos Jr., responsável pelos Assuntos Parlamentares. Pelo Ministério, estavam também os drs. Helvécio Miranda, Secretário de Atenção à Saúde e Milton Arruda, Secretário de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde.

“Conversamos sobre a necessidade de valorização da pediatria no Brasil. Informei ao ministro que nossa posição está exatamente dentro desse contexto, com a lógica de termos um profissional com visão abrangente, capaz de realizar diagnósticos precocemente, de assistir de maneira correta, orientar a família não apenas do ponto de vista físico, mas também emocional, como é exigido nos novos tempos”, diz o presidente da Sociedade. “Argumentamos sobre a necessidade de atualizar a formação do pediatra, de acordo com os avanços científicos e a nova realidade epidemiológica do País”, relata a sra. Sandra. “O ministro se mostrou muito sensível ao pleito, considerando coerente a argumentação da Sociedade, com disposição de avaliar a possibilidade de apoiá-la”, acrescenta. “Apenas terá que conciliar a posição positiva que revelou com restrições colocadas por um de seus assessores na reunião e que ainda persistem em instâncias intermediárias. O ministro Padilha prometeu se reunir com a equipe, a fim de evoluir na definição”, salienta o dr. Dioclécio.

Representante da SBP no Global Pediatric Education Consortium (GPEC) – aliança que reúne sociedades nacionais de países como China, Japão, Alemanha, as Academias Americana, Europeia, a Associação Internacional de Pediatria – dr. Dioclécio adiantou ao ministro que, em breve, será publicado em The Lancet texto que trará “toda a informação sobre a realidade da formação pediátrica nos vários países, incluindo o Brasil, que é exatamente onde está a situação mais preocupante, pois é um dos poucos ainda com residência de apenas dois anos”. O objetivo da instituição é “elaborar um currículo básico mundial para o ensino da medicina da infância e da adolescência”, comentou.

Outra questão levantada pelo representante da SBP no GPEC é a “situação privilegiada que há aqui, pelo fato da pediatria não ter se fragmentado no século passado, como ocorreu em muitas nações, em decorrência da hiperespecialização e da incorporação acrítica de tecnologia, pressionada pela indústria e em detrimento da clínica geral. Essa situação hoje está sendo rediscutida, para um retorno à atenção baseada na prevenção, na puericultura, até porque, do contrário, não há orçamento que seja capaz de proporcionar acesso universal à saúde”.

Sobre a situação da pediatria hoje, dr. Eduardo informou também ao ministro que, desde 2005 -, período que coincide com o crescimento do trabalho de defesa profissional da entidade -, a procura pela especialidade tem aumentado entre os estudantes. “O que observamos é que hoje os Programas de Residência em Pediatria em geral estão com suas vagas preenchidas. Podemos garantir também que voltou a crescer o interesse pelo Título de Especialista em Pediatria (TEP). Mas não podemos nos descuidar das providências necessárias para a contínua valorização profissional. A SBP vai permanecer firme, em seu propósito de aprimorar a formação, adequando-a ao atendimento das demandas de saúde dos pacientes. Seguiremos também defendendo a melhoria das condições de trabalho do pediatra”, garante o dr. Eduardo.

Veja a proposta da SBP para a residência em pediatria em três anos;

Medicina Paliativa

A Sociedade também pleiteou junto ao ministro a alteração da Portaria nº2029 de 24/08/11, de maneira a que a assistência de pacientes fora do ambiente hospitalar inclua o suporte ventilatório mecânico. “Muitas crianças com doenças neuromusculares poderiam ficar em casa, diminuindo o seu sofrimento e da família, além dos custos para o Sistema de Saúde”, diz o dr. Eduardo.

Leia a carta dos drs. Eduardo Vaz, Dennis Burns, diretor dos Departamentos Científicos e Cristiane Rodrigues de Souza, presidente do Departamento de Medicina Paliativa da SBP ao Ministro Alexandre Padilha;

Veja os slides de aula ministrada no Congresso Brasileiro de Pediatria, sobre o funcionamento do programa de atendimento domiciliar dos pacientes dependentes de tecnologias no Ceará (Programa de Assistência Ventilatória Domiciliar do Hospital Infantil Albert Sabin);