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SBP busca financiamento do BNDES para Suporte Básico de Vida

Arquivo 29/01/2010

O projeto Suporte Básico de Vida (BLS) desenvolvido pela SBP poderá contar com financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) para sua implantação em todo o País. No último dia 28, no Rio de Janeiro, os drs. Dioclécio Campos Jr., Eduardo Vaz e Valéria Bezerra – coordenadora do projeto juntamente com dr. Paulo Carvalho Antonacci – participaram de reunião no Departamento de Operações Sociais do BNDES, representado pelos gerentes Renata Moustapha Correia e Sandro Ambrósio da Silva. As próximas etapas do encaminhamento previsto serão realizadas imediatamente pela coordenação do BLS, seguindo as instruções recebidas na audiência.

“Nosso argumento é a evidência de que, num episódio de parada cardiorespiratoria, a presteza e a qualidade do primeiro socorro é que melhoram a perspectiva de sobrevivência e permitem formar uma cadeia completa de atendimento. Queremos dinamizar os elos desta cadeia: prevenção, primeiros socorros, suporte avançado de vida e acesso à UTI. Preocupa-nos preocupa a necessidade de atender a vítima no primeiro minuto, por pessoa capacitada, onde quer que ela esteja. A proposta é inovadora no Brasil e extremamente necessária”, explica dra. Valéria Bezerra.

Esclarecidos nas dúvidas que levantaram, os gerentes do BNDES entenderam que, pela natureza e abrangência das ações propostas, o BLS possui características que se identificam com os componentes educação, saúde, inclusão social e gestão municipal que norteiam as diretrizes institucionais do Banco. A SBP foi orientada a tomar as providências para a tramitação do projeto, a fim de que a solicitação possa ser apreciada com vistas à possível aprovação do financiamento não reembolsável capaz de viabilizar a ideia. “Estamos no caminho certo. O BNDES tem vocação social reconhecida. Nossa causa é justa e a receptividade dos gerentes que nos receberam permite antever perspectivas favoráveis a mais este importante empreendimento da SBP”, afirmou dr. Dioclécio.

Dr. Eduardo Vaz fez questão de salientar a presença da SBP em todo o território nacional. “Temos capilaridade, temos filiadas em todos aos estados e podemos atingir grande parcela na população. Se trabalhamos para diminuir o índice de mortalidade neonatal que ainda é alto, temos também que diminuir a mortalidade pós-neonatal. Com pessoas capacitadas para o BLS, vamos ter mais isso contribuindo para a saúde da população”, disse ele.

O BLS é um curso inspirado no modelo daAmerican Heart Association que passou a integrar as ações lideradas pela Diretoria de Cursos Eventos e Promoções da SBP, ao lado da reanimação neonatal e da reanimação pediátrica. O projeto destina-se ao treinamento da comunidade nas técnicas de primeiros socorros destinados a crianças e adolescentes em situações de parada cárdio-respiratória. O curso segue o mesmo método de imersão adotado pelo projeto de suporte avançado de vida, já estruturado pela SBP. A estratégia prevê a capacitação de instrutores que assegurem rápida e ampla expansão do BLS, a fim de que a população possa contar com o socorro adequado nos momentos de risco de morte por parada cardíaca de causas as mais diversas.