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SBP forma instrutores para atendimento ao adolescente

Arquivo 12/09/2013

Participaram 33 representantes de filiadas e três coordenadoras
 

A SBP reuniu em Brasília, em agosto, associados indicados pelas filiadas das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, para a formação de instrutores do Curso de Adolescência para Pediatras (APP).  “Foram dois dias de palestras e dinâmicas de grupo”, informa a presidente do Departamento Científico (DC) da área, Mariângela Medeiros Barbosa, responsável pela coordenação, juntamente com as dras. Marília Maakaroun e Fátima de Oliveira Gomes. “Foi maravilhoso, o melhor do qual participei nos últimos 20 anos”, garante o dr. Halley Ferraro Oliveira, paulista radicado em Aracaju há seis anos. Professor da Universidade Federal de Sergipe, onde ensina sobre o atendimento à faixa etária, coordena o recém-aberto Ambulatório de Adolescência na instituição e diz que o aprofundado conteúdo discutido vai ajudá-lo em todas as atividades.

As professoras também ficaram empolgadas. “Procuramos oferecer o máximo de subsídios, de bibliografia, estimular cada participante, fortalecer sua prática”, comenta a dra. Maria de Fátima. “Muito importante a SBP buscar os pediatras para o treinamento, captar suas necessidades, ir na direção dos colegas, ensinar a metodologia. Achei generoso, uma aproximação relevante, que deixou os participantes mais unidos e confiantes”, afirma a dra. Marília. Cinco grupos, cada um discutindo um tema (conhecimento do corpo, sexualidade, violência, drogadição, doenças sexualmente transmissíveis), montaram painéis (com cartolina, revistas, lápis etc) e realizaram cenas teatrais – numa mostra do que se faz usualmente com os pacientes nos serviços. “Foi uma oportunidade de relembrar a própria adolescência e discutir as dificuldades que ainda permaneçam”, diz a presidente do DC.

Consulta e treinamento nos estados – “Na adolescência, fase tão rica em mudanças, não existe ‘protocolo’ para tudo e são muitas situações completamente ‘normais’ na faixa etária, mas confundidas pelas famílias como grandes problemas. Os pediatras, os pais, todos precisam estar muito atentos e saber que há transformações cerebrais que influenciam, por vezes ‘reconfiguram’ comportamentos, e devem ser compreendidas como próprias da idade”, lembra a dra. Mariângela. Dentre os vários assuntos do programa do APP, um deles é exatamente “a consulta do adolescente”, que foi exposto, em Brasília, pela dra. Marília:

– Todos receberam o inventário (anamnese) elaborado pelo Centro de Atenção à Saúde do Adolescente da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, onde atuo. A partir daí, fizemos juntos uma análise crítica, reflexiva, trazendo à tona o conhecimento de cada um. Em seguida, levantamos questões como: “Quem é a pessoa que chega para a consulta?”, questionando também sobre quem somos nós, os que vão atender o adolescente, discutindo a relação médico-paciente, bem como o que está “implícito” na queixa, o que promove a dimensão da consulta, os recursos que o adolescente tem para enfrentar o problema, os fatores de risco e de proteção, as ações preventivas e curativas, como fazer, etc.

Agora, cabe às filiadas organizar cursos nos estados e multiplicar os conhecimentos. Terão todo o apoio da SBP e particularmente do DC, adianta a dra. Mariângela. “Aqui em Sergipe vamos treinar os colegas muito em breve”, garante, animado, o dr. Halley.