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Sociedade Brasileira de Pediatria e Ministério da Saúde lançam campanha pela amamentação

Arquivo 31/07/2009

A cantora Claudia Leitte é a madrinha

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e o Ministério da Saúde (MS) lançam, durante a18ª Semana Mundial da Amamentação (SMAM), que ocorre de 1 a 7 de agosto, a campanha que tem como lema a “Amamentação em todos os momentos. Mais saúde, carinho e proteção”.  Este ano, a Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (WABA, sigla em inglês) definiu como foco da Semana a amamentação como resposta às emergências, entre as quais estão as enchentes, secas e outras catástrofes ambientais. No Brasil, a cantora Claudia Leitteé a madrinha e posou para o cartaz, o folheto, gravou filme para a televisão e mensagem para o rádio, sempre com o filho Davi, nascido em 20 de janeiro. Assinalando que o “o leite materno é responsável por prevenir infecções, doenças” e é “importante para o desenvolvimento do bebê”, a cantora salienta também seu “prazer em amamentar” e a “cumplicidade” entre mãe e filho que o ato proporciona: “é uma coisa mágica, que vai ficar para o resto da vida”, diz.

Quando ocorre uma calamidade, e a saúde da população está em risco – seja pela insegurança, tumulto, insalubridade, seja por escassez de suprimentos, de água potável, de suporte médico – “a amamentação torna-se ainda mais importante para a criança, pois mata a sede e a fome, o leite materno é seguro, limpo, isento de contaminação, está sempre pronto para ser utilizado, na temperatura adequada e na ‘embalagem’ perfeita”, comenta a dra. Graciete Vieira, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).  “Além do mais, durante a amamentação, são liberados hormônios, principalmente a ocitocina, que fortalece o vínculo entre mãe e o filho, ajudando a acalmar os dois e proporcionando uma sensação de bem-estar”, resume a dra. Graciete

A ideia desta edição da SMAM “é incentivar uma maior participação e apoio dos profissionais de saúde, dos familiares e da rede social em geral – governo e sociedade civil organizada – à mulher e seu filho nessas situações, em que o risco de interrupção da amamentação aumenta e a precariedade favorece o aparecimento de doenças infecciosas”, explica Lílian do Espírito Santo, assessora daÁrea Técnica de Saúde da Criança, do Ministério da Saúde.

 “Em uma situação crítica, quando algum desastre afeta a distribuição de bens vitais, qualquer outro alimento pode estar contaminado e mais ainda é preciso proteger a criança”, ressalta a dra. Maria Beatriz do Nascimento, presidente do Comitê de Aleitamento Materno da Sociedade Catarinense de Pediatria (SCP). “Se falamos de regiões onde estes problemas ocorrem de tempos em tempos, é bom lembrar também que o bebê que foi amamentado estará mais resistente quando crescer”, complementa.

Madrinhas e padrinho – A SMAM é comemorada desde 1992 em mais de 120 países e, no Brasil, tem suas ações coordenadas pelo Ministério da Saúde desde 1999. Nesta mesma época, a Sociedade Brasileira de Pediatria lançou a “campanha da madrinha”, que a partir de 2004 passou a ser realizada em parceria com o MS. Já ajudaram a divulgar as vantagens do aleitamento materno Luiza Brunet (1999), Gloria Pires (2000), Isabel Fillardis (2001), Claudia Rodrigues (2002), Luiza Tomé (2003), Maria Paula (2004 e 2005), Vera Viel (2005), Cássia Kiss (2006), Vanessa Lóes e Thiago Lacerda (2007) e Dira Paes (2008).

Recomendação - A recomendação da SBP, do MS e da OMS é que as crianças sejam amamentadas até os dois anos ou mais, sendo nos primeiros seis meses alimentadas somente com o leite materno (e a partir daí recebam também outros alimentos saudáveis).

Clique para ver as peças da campanha!

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