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Sociedade Brasileira de Pediatria faz alerta contra o sarampo

Arquivo 03/02/2014

O Brasil enfrenta atualmente um surto de sarampo em Fortaleza, que teve início em dezembro de 2013. Dados recentes contabilizam 11 casos confirmados e 29 fortemente suspeitos (que aguardam confirmação).

O caso índice foi provavelmente importado da Europa (genótipo D8). Os menores de 12 meses representam cerca de 70% dos casos, o que motivou a decisão de uma campanha para vacinar todas as crianças entre 6 meses e 5 anos nascidas em Fortaleza e nas cidades da região metropolitana.

No período de janeiro a dezembro de 2013 (Semana Epidemiológica 52), o Brasil registrou 172 casos de sarampo,número maior que aquele notificado no último surto em território nacional no ano de 2011, quando 42 casos foram confirmados e em 2012, quando apenas 2 casos foram confirmados. Os casos se distribuíram nos seguintes estados: São Paulo(05), Minas Gerais (02), Santa Catarina (01), Distrito Federal (01), Pernambuco(153) e Paraíba (09). Em relação ao genótipo viral, foram identificados o D8 (casosem SP, PE, PB, SC, MG), o D4 (1 caso em SP) e o B3 (1 caso em DF).

Como existe a preocupação da disseminação dos casos no país, é de fundamental importância que os pediatras fiquem alertas para esse diagnóstico. Os casos suspeitos devem ser imediatamente notificados e investigados com coleta de sorologia.Cada profissional deve verificar as orientações para atendimento dos pacientes e encaminhamento de amostras clínicas em seu município/estado.

Definição de caso suspeito de sarampo(Guia de Vigilância Epidemiológica/ 7ª ed., MS, 2010, disponível no link: http://bit.ly/1aKCBeJ)

“Todo paciente que, independente da idade e da situação vacinal, apresentar febre e exantema maculopapular, acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite; ou todo indivíduo suspeito com história de viagem ao exterior nos últimos 30 dias ou de contato, no mesmo período, com alguém que viajou ao exterior.”

O sarampo é altamente transmissível, pode ter apresentação grave e cursar com complicações sérias, como pneumonia e encefalite e pode potencialmente ter evolução fatal. Após exposição a um caso de sarampo praticamente todos os indivíduos suscetíveis adquirem a doença. O vírus pode ser transmitido 5 dias antes a 5 dias após a erupção cutânea.

A vacina tríplice viral é a medida de prevenção mais segura e eficaz contra o sarampo, protegendo também contra a rubéola e a caxumba.

Departamento Científico de Infectologia
Sociedade Brasileira de Pediatria