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Unimeds de São Paulo discutem honorários de pediatria

Arquivo 03/09/2010
Da esq. para a dir., o presidente da Unimed Brasil, dr. Eudes de Freitas Aquino; o presidente da Fesp, dr. Humberto Jorge Isaac; o presidente da SPSP, dr. Clóvis Francisco Constantino e o presidente da Fenam, dr. Cid Célio Jayme Carvalhaes.

“Todos estão sensibilizados com a importância de valorizar o pediatra e entenderam que existem medidas emergenciais como a implantação do atendimento ambulatorial de puericultura, a adequação dos valores defasados, o pagamento do Teste do Reflexo Vermelho por todas as Unimeds. Ficou clara a necessidade de atender à pediatria – especialidade que faz prevenção, tem o custo mais baixo, menos sinistralidade e maior resolutividade, o que motiva a adesão dos usuários”, salientou o dr. Milton, que apresentou no evento um panorama sobre a remuneração do médico de crianças e adolescentes no País. O objetivo foi “promover o debate” e demonstrar que “os pediatras precisam do apoio dos outros especialistas”, afirmou o dr. Clóvis.Com a participação do dr. Milton Macedo, diretor de Defesa Profissional da SBP, os presidentes das Unimeds de São Paulo se encontraram, na última semana, para discutir os Honorários Médicos de Pediatria. “O Fórum foi muito bom”, comentou o dr. Milton, elogiando a iniciativa do dr. Humberto Jorge Isaac, presidente da entidade anfitriã, a Federação das Unimeds do Estado de São Paulo (Fesp) e do dr. Clóvis Constantino, presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

Falência – “O modelo atual está falido”, pois “privilegia o gasto e não a resolução do problema”, disse o dr. Humberto Jorge Isaac. “Esperamos que esta discussão seja o início de uma mudança a favor da pediatria e, consequentemente, do Cooperativismo de Trabalho Médico”, definiu, completando: “Os pediatras somam 10% dos 21 mil médicos cooperados no estado. São cerca de 2.100 médicos pediatras insatisfeitos em São Paulo. Passou da hora de discutirmos o assunto e fazermos alguma coisa”.

Milton Macedo, da SBP

De acordo com o dr. Milton, os dirigentes entenderam que “há pediatras saindo de cooperativas médicas, e cidades onde não se encontram profissionais dispostos a fazer plantões, porque não aceitam trabalhar em condições aviltantes”, assinalou. “O pior é que já se diagnostica que existem Unimeds onde há atendimento de crianças por não pediatras. É uma minoria, mas isto é muito grave, põe em risco a saúde dos pacientes, o que não se pode tolerar. Atender às reivindicações da pediatria é garantir atendimento de qualidade e prevenção, acompanhamento do crescimento e desenvolvimento”, resumiu.

A SPSP tem dedicado “especial atenção” à valorização da pediatria e isto “passa, obrigatoriamente, por condições adequadas de trabalho, além de remuneração justa”, disse o  dr. Claudio Barsanti, diretor de Defesa Profissional da SPSP.  O assessor jurídico da Fesp finalizou sua palestra, propondo que as primeiras soluções sejam escritas em conjunto – proposta comemorada pelo dr. Clóvis: “Com isto, tive certeza de que o Fórum veio ao encontro dos objetivos que foram traçados pela SPSP e pela FESP”. Foi também decidido que uma comissão formada por três membros da FESP e três da diretoria de Defesa Profissional da SPSP ficará encarregada de levar adiante os estudos e negociações a respeito dos honorários médicos de pediatria, cuja “melhoria é inadiável”, reforçou o dr. Milton.

Participaram do Fórum também os drs.  Cid Célio Jayme Carvalhaes, presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Jorge Carlos Machado Curi, presidente da Associação Paulista de Medicina e Eudes de Freitas Aquino, presidente da Unimed Brasil, que garantiu estar “ solidária, firme e junto com a pediatria” em seu “justo” pleito.