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VigilaSUS vai a Belém e Governo do Pará assume compromisso com pediatras

Arquivo 18/11/2009

18/11/09 – O Governo do Pará assumiu o compromisso de retirar ação na Justiça contra os médicos e negociar melhores condições de trabalho. A informação é da dra. Amira Figueiras, presidente da Sociedade Paraense de Pediatria (SPP), que juntamente com os drs. Eduardo Vaz e Dennis Burns, diretores da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e do Núcleo VigilaSUS, com a dra. Vilma Hutim, da Santa Casa e também integrante do Núcleo, com diversos pediatras, e com as direções do Conselho Regional de Medicina e do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), estiveram ontem reunidos em Belém, com a secretária estadual de Saúde, Silvia Comaru, e com o diretor da Santa Casa, Maurício Bezerra.

É que a Justiça do Pará determinara, em caráter liminar, que os médicos que atendem o setor de neonatologia do Hospital Santa Casa de Misericórdia deveriam realizar plantões extras no hospital. A ação foi movida pelo governo do Estado contra o Sindicato dos Médicos do Pará, que pagaria multa, caso os médicos se recusassem a trabalhar além de sua carga horária.

Ocorre que “nos últimos meses houve uma melhora substancial na infraestrutura da Santa Casa, inclusive com o aumento do número de leitos, mas sem o correspondente e necessário acréscimo no número de profissionais. Com isso, o resultado foi grande sobrecarga de trabalho”, informa o vice-presidente da SBP e presidente do VigilaSUS, dr. Eduardo Vaz.

Segundo o Sindicato, hoje são em torno de 67 pediatras os que atuam a Santa Casa. Mas o ideal seria o dobro desse número. O problema é que cerca de 75% do atendimento neonatal realizado na Santa Casa atualmente é na base dos plantões extras.

Também de acordo com o Sindmepa, desde o final de 2008 até agora 15 médicos pediram demissão do hospital. O governo chegou a abrir vagas para contratação. Mas “é preciso um plano de cargos e salários e condições que possibilitem ao profissional a boa realização de seu trabalho”, ressalta a dra. Amira, lembrando que o ideal é uma relação de um médico por 10 leitos na UTI e um para cada 20 leitos na unidade de cuidados intermediários, mas há dias em que apenas um profissional precisa atender 40!!! “É preciso lembrar a responsabilidade e a tensão a que é submetido este profissional”, assinala.

Ontem, pela manhã, os representantes da SBP estiveram reunidos também com a presidente do CRM, dra. Fátima Couceiro, e com o conselheiro, dr. Paulo Guzzo. À noite, foi a vez da assembleia de pediatras da Santa Casa. “Foi decidido que as entidades vão intermediar a negociação com a Secretaria e com a Santa Casa”, acrescentou a dra. Amira, salientando que os médicos do Pará não estão sozinhos: “foi muito importante a presença dos drs. Eduardo Vaz e Dennis Burns conosco. É fundamental que todos saibam que é preciso valorizar a medicina de crianças e adolescentes e que a pediatria brasileira está unida”, sentenciou.

O Núcleo Permanente de Vigilância do Atendimento à Criança e ao Adolescente no SUS (VigilaSUS) reúne lideranças das cinco regiões do País foi criado pela SBP para acompanhar continuamente a qualidade da assistência à população pediátrica no sistema público.

Assessoria de Comunicação da SBP com informações do Diário do Pará