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Alerta Minuto de Ouro

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A campanha visa alertar a mãe sobre o direito – e a importância – de ter um pediatra na sala de parto para prestar assistência urgente ao bebê e evitar as graves sequelas que podem ocorrer, caso ele sofra alguma dificuldade respiratória ao nascer.

Material de divulgação

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Novo estudo sobre asfixia pós-parto

A asfixia ao nascer contribui, no Brasil, para a morte precoce (até sete dias) de cinco bebês nascidos no tempo certo (“a termo”) por dia. “Estamos falando de crianças sem malformações, não prematuras e, portanto, de óbitos evitáveis”, diz a dra. Maria Fernanda Branco de Almeida, que divide com a dra. Ruth Guinsburg, a coordenação do Programa de Reanimação Neonatal da SBP e da pesquisa divulgada agora.

Coletando dados diretamente das declarações fornecidas pelas Secretarias estaduais de Saúde, o estudo chegou a 21.377 óbitos sem anomalias congênitas associados à asfixia ao nascer, de 2005 a 2009. O número corresponde a 12 mortes evitáveis diárias de bebês, sendo que cinco delas ocorreram em crianças que nasceram no tempo certo – metade nas regiões Norte e Nordeste; 45% nas primeiras 24 horas de vida, indicando inadequação da assistência antes, durante e logo após o parto. Além disso, 57% ocorreram em hospitais públicos e 67% fora das capitais. Em 40% dos casos foi preciso fazer a transferência da gestante ou do bebê para outro município, o que indica necessidade de regionalização do cuidado perinatal, treinando obstetras e pediatras, dentre outros profissionais.

Só em 2010, de acordo com as pesquisadores, faleceram com asfixia perinatal 3.758 bebês sem malformações, o que representa 11 óbitos por dia, dos quais quatro a cinco chegaram ao mundo no tempo certo e sem malformações congênitas. “A situação, portanto, é preocupante, salienta a dra. Ruth.

A mortalidade neonatal tornou-se, nos últimos anos, o componente mais importante da mortalidade infantil e registra diminuição, mas ainda muito lenta. Mesmo nas estimativas mais recentes dos óbitos até um ano de idade apresentadas pelo Ministério da Saúde (14,6 por mil nascidos vivos em 2013), a taxa de mortes neonatais representa 10,2 (por mil nascidos vivos) ou quase 70% do total. “Vem sendo assim a década inteira”, ressalta a dra. Maria Fernanda. Se nascem no Brasil três milhões de crianças ao ano, são aproximadamente 30 mil vidas perdidas apenas nos primeiros 27 dias.

Diferença e importância

Os números do DataSUS contemplam apenas a causa principal de óbito, enquanto na pesquisa da SBP foram analisadas “todas as linhas” das planilhas, incluindo aquelas em que a asfixia ou Síndrome de Aspiração de Mecônio aparecem associados à causa principal. “Isso é mais real”, diz a dra. Fernanda. “Para a elaboração de estratégias de políticas públicas é preciso uma análise completa”, frisa a dra. Ruth.

A pesquisa do Programa de Reanimação Neonatal da SBP tem entre suas pesquisadoras também as dras. Rosa Maria Vaz do Santos, Lícia Maria Moreira e Mandira Daripa. Sobre os dados, as coordenadoras explicam que são “finalizados” cerca de um a dois anos após sua ocorrência e é quando realizam a busca ativa junto às Secretarias, analisando sua consistência.

Quanto ao Programa de Reanimação Neonatal da SBP, foi criado em 1994 e já certificou 60.124 profissionais, sendo 44.102 médicos e 16.022 profissionais de saúde não-médicos.

OBS:
Período neonatal = 27 dias após o nascimento
Perinatal = 22 semanas de gestação até 7 dias de vida
Neonatal precoce  = primeira semana de vida

Repercussão

Asfixia em bebês após o parto será tema de campanha (Jairo Marques – Cotidiano/Folha de São Paulo, 06/10/2013)

Campanha aborda asfixia em bebê (Diário do Nordeste, 05/10/2013)

A importância do minuto de Ouro (EBC, 09/10/2013)

Minuto de Ouro (Pais&Filhos, 10/10/2013)

O minuto que pode salvar uma vida (Gazeta do Povo, 14/10/2013)

O primeiro minuto é de ouro! (Conselho da Criança e do Adolescente do Estado de Alagoas, 16/10/2013)