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Semana Mundial da Amamentação 2016

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Amamentação contribui para o desenvolvimento sustentável e reduz desigualdades sociais

Com a frase “Amamentação faz bem para o seu filho, para você e para o planeta”, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e o Ministério da Saúde comemoram, no dia 06 de agosto, sábado, às 11h, no Rio de Janeiro (Porto Maravilha, Praça Mauá, na Casa Brasil das Olimpíadas. Armazém 2), a campanha que marca a XXV Semana Mundial da Amamentação (SMAM). A Semana é uma iniciativa da Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (Waba, a sigla em inglês), ocorre em mais de 150 países, de 1 a 7 de agosto e, este ano, o objetivo é chamar a atenção para a importância do aleitamento materno para que sejam alcançadas as 17 metas dos “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” definidos pela ONU.

Para Elsa Giugliani, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SBP, o tema é muito oportuno, até porque a “amamentação perpassa todas as metas das Nações Unidas, com destaque para a de nº 10, que objetiva reduzir as desigualdades sociais”. A professora titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul salienta que, acessível a todas as camadas sociais, a prática do aleitamento materno é um dos poucos comportamentos de saúde positivos que é mais frequente entre as mulheres dos países pobres. A informação está na série da revista britânica The Lancet dedicada ao aleitamento materno, recentemente publicada. A série é composta por dois artigos, um dos quais liderado pelo brasileiro Cesar Victora.  Dra Elsa está entre os pesquisadores de estudos especialmente encomendados pela OMS para fornecer informação de base para essa série.

De acordo com o primeiro artigo da série, o leite materno, se praticado em níveis quase universais, poderia evitar a morte de 823 mil crianças menores de 5 anos e 40 mil óbitos de mulheres por câncer de mama a cada ano no mundo, além de um terço das infecções respiratórias e metade dos casos de diarreia em crianças nos países de média e baixa renda. Houve também forte correlação entre aleitamento materno aos seis meses e Produto Interno Bruto per capita. Cada vez que o PIB duplicava, a frequência da amamentação aos 12 meses caía dez pontos percentuais. Importante ressaltar que o Brasil recebeu destaque pelos notáveis avanços nos indicadores de amamentação, passando de uma duração de 2,5 meses na década de 70 para mais de 12 meses atualmente.

O aleitamento materno é muito relevante também para o alcance do terceiro objetivo sustentável, que diz respeito à boa saúde e ao bem-estar. “É inquestionável seu papel na prevenção de doenças, não só no período em que a criança está recebendo o leite materno, como em toda a sua vida. Isso porque reduz a chance da pessoa vir a desenvolver algumas doenças crônicas, como sobrepeso, obesidade e diabetes”, salienta a dra. Elsa. Segundo os estudos que subsidiaram o trabalho apresentado na The Lancet, os indivíduos amamentados ou amamentados por mais tempo têm chance 26% menor de apresentar sobrepeso e obesidade. 

Outra meta da ONU muito associada ao aleitamento materno é a quarta, que refere-se à educação de qualidade. “Como a amamentação está relacionada ao melhor desenvolvimento mental e cognitivo, favorece a aprendizagem”, ressalta Elsa Giugliani. Os estudos mostram uma média maior de QI de 3,34 pontos entre as crianças amamentadas quando comparadas com as não amamentadas ou amamentadas por menos tempo, o que significa também ganho em escolaridade e renda aos 30 anos.

Material de divulgação

Peças da campanha:

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