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Violência é covardia. As marcas ficam na sociedade

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A Campanha Permanente de Prevenção da Violência contra Crianças e Adolescentes desenvolvida pela SBP tem o objetivo de preservar a integridade física e psíquica do publico infantojuvenil, por meio da educação embasada pelo diálogo e respeito mútuo.

Às famílias e à sociedade em geral:

CRIANÇAS E ADOLESCENTES SÃO SUJEITOS DE DIREITOS

AFETO, COMPREENSÃO E DIÁLOGO – O TRIO QUE EDUCA

Nascer e crescer em um ambiente sem violência é imprescindível para que uma criança tenha a garantia de uma vida saudável, tanto física quanto emocional. Do nascimento aos primeiros anos de vida, com assistência e acolhimento adequados, promoção do aleitamento materno e respeito aos seis meses de licença maternidade, acesso universal e de qualidade à educação infantil, são alguns elementos que contribuem de forma efetiva para o bom desenvolvimento do vínculo da criança com sua família, promovendo um ambiente harmônico em casa.

Estudos científicos e a prática dos profissionais que lidam com a infância e a adolescência constatam que o tratamento humilhante, os castigos físicos e qualquer conduta que ameace ou ridicularize a criança ou o adolescente, são prejudiciais à sua formação como indivíduos, bem como interferem negativamente na construção da sua personalidade e equilíbrio psicossocial.

Os pais, mães, familiares e responsáveis conhecem as dificuldades de se educar os filhos: muitas vezes se perde a paciência, há momentos difíceis na família com sofrimentos e situações complicadas, mas é preciso procurar não “descontar” nos pequenos. Os problemas financeiros, doença na família, o uso abusivo de álcool e outras drogas, a falta de apoio de parentes e amigos na criação dos filhos, a incapacidade de reconhecer que o que se pratica é violência, são fatores que podem explicar os tapas, palmadas, beliscões, humilhações e outras formas de agressão física e verbal na educação das crianças e adolescentes na nossa sociedade, independente da classe social.

A violência nos relacionamentos familiares pode estar aparente, escondida ou ser vivenciada com naturalidade, banalizando e transmitindo a cultura de que é agredindo que se conseguem as coisas. É preciso interromper o aprendizado de que a violência é uma forma legítima de resolução de conflitos. Promover a educação pelo diálogo e a tolerância, desaprender a forma violenta de atuar e sempre ouvir e valorizar a fala dos filhos, são elementos que devem fazer parte da prática das famílias na educação dos seus meninos e meninas.

Educar é também colocar limites mas sem prejudicar a autoestima dos filhos, preservando a sua integridade física e psíquica.

Os pais e familiares de crianças e adolescentes podem ser ajudados pelos pediatras e outros profissionais como psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, educadores e demais técnicos envolvidos com a atenção à vida e saúde da população infanto juvenil. É importante também a rede de apoio formada pelos familiares, amigos e organizações civis para a superação das dificuldades do cotidiano.

Buscar caminhos para uma vida de paz é tarefa de todos – famílias, comunidades, instituições e governos.

A Sociedade Brasileira de Pediatria, através da sua Campanha Permanente de Prevenção da Violência contra Crianças e Adolescentes está presente e reafirma:

VIOLÊNCIA É COVARDIA. AS MARCAS FICAM NA SOCIEDADE.

Material de divulgação

Cartaz da campanha de 2011

Saiba mais sobre a campanha

Guia de Atuação frente a Maus Tratos na Infância e na Adolescência (SBP, Claves/ENSP/Fiocruz e Secretaria dos Direitos Humanos/Ministério da Justiça, 2001, 2ª edição)

Livro das Famílias. Conversando sobre a vida e sobre os filhos (Sociedade Brasileira de Pediatria, Fundação Oswaldo Cruz,Ministério da Saúde, 2012