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Guia Prático de Conduta sobre Crupe Viral e Bacteriano é lançado pelo DC de Emergências da SBP

19/01/2017

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O décimo documento científico destinado à educação continuada dos pediatras foi divulgado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) nesta quarta-feira (18). Intitulado “Crupe Viral e Bacteriano”, o guia prático de conduta esclarece que diferentes partes das vias aéreas podem sofrer colapso com maior facilidade do que outras, o que explica as diferentes apresentações clínicas das doenças das vias áreas superiores.

O material foi elaborado pelos membros do Departamento Científico de Emergências da entidade, sob a coordenação do dr. Hany Simon Júnior. Participaram do trabalho os drs. Sulim Abramovici, Amélia Gorete Afonso da Costa Reis, Carlos Frederico Oldenburg Neto, Kátia Telles Nogueira, Marcelo Conrado dos Reis, Milena de Paulis e Sérgio Luís Amantéa.

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O material foi elaborado pelos membros do Departamento Científico de Emergências da entidade, sob a coordenação do dr. Hany Simon Júnior. Participaram do trabalho os drs. Sulim Abramovici, Amélia Gorete Afonso da Costa Reis, Carlos Frederico Oldenburg Neto, Kátia Telles Nogueira, Marcelo Conrado dos Reis, Milena de Paulis e Sérgio Luís Amantéa.

Segundo os autores, a síndrome do crupe se define como um grupo de doenças que variam em envolvimento anatômico e etiologia, cujos sintomas clínicos são a rouquidão, tosse ladrante, estridor predominantemente inspiratório e graus variados de desconforto respiratório. Quando a etiologia dessa síndrome é viral, denomina-se crupe viral. Outras etiologias para síndrome do crupe incluem traqueíte bacteriana e difteria.

ORIENTAÇÕES – No documento científico, entre outros pontos, estão descritos os principais sintomas e formas de manifestação clínica da doença. Os autores descrevem como é feito o diagnóstico e o tratamento, indicando os tipos de medicamentos a serem utilizados em cada caso e repassam informações sobre como acolher os pacientes em casos em que seja necessária a intubação ou a internação.

No material divulgado pela SBP, há um tópico sobre traqueíte bacteriana, em que os autores apresentam a definição: “A doença combina manifestações clínicas de crupe viral e epiglotite. (…) O paciente com traqueíte bacteriana tem sintomas respiratórios mais prolongados que na epiglotite. O desconforto respiratório pode progredir rapidamente, com obstrução total da via aérea”, alertam os autores.

O documento revela ainda que a taxa de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é de 94%, de intubação corresponde a 83%, e em 28% dos casos há complicações graves, sendo que as mais frequentes são falência respiratória, obstrução das vias aéreas, pneumotórax e síndrome do choque tóxico.

Os autores alertam também para a taxa de mortalidade, que varia entre 18% e 40% dos pacientes. Eles explicam que a “a morbidade alta associada à traqueíte bacteriana decorre de parada cardiopulmonar ou respiratória, choque séptico, síndrome do choque tóxico, Síndrome de Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) e disfunção múltipla de órgãos”.