Enurese (xixi na cama)

Departamento Científico de Nefrologia

  • A enurese é definida como perda involuntária de urina durante o sono em crianças com mais de cinco anos. Fazer xixi na cama é uma situação que acomete mais meninos do que meninas e gera muitos transtornos, tanto para a criança quanto para a família.

  • Sim. A enurese pode ser classificada como primária ou secundária. No primeiro grupo, estão as crianças que nunca conseguiram deixar de usar fraldas durante a noite. No segundo grupo, estão aquelas que pararam de usar fraldas, mas depois de algum tempo voltaram a fazer xixi na cama.

  • Há diferentes hipóteses possíveis para justificar esse problema. Por exemplo, antigamente, a enurese era considerada uma alteração de comportamento da criança, que muitas vezes era submetida a castigos e punições. No entanto, atualmente, sabe-se que fazer xixi na cama não é “culpa” da criança. São alterações orgânicas e hormonais que justificam esse problema. Por outro lado, crianças que têm pais ou parentes próximos que foram enuréticos têm mais probabilidade de fazer xixi na cama, o que caracteriza, em muitos casos, a origem genética do problema.

  • Sim, existem outras situações clínicas que podem encontrar na enurese sua primeira manifestação sintomática. A diabetes, as disfunções miccionais e doença renal crônica são algumas delas. Alterações psicológicas também podem levar ao aparecimento da enurese, como a separação dos pais, perda de parentes próximos ou mesmo troca de escola. Quem não conhece uma criança que voltou a fazer xixi depois do nascimento de um irmãozinho?

  • Sim. A enurese tem tratamento com abordagens diversas, desde o treinamento usando alarmes de cabeceira, até medicações que vão atuar na produção urinária noturna. No entanto, não se esqueça: apenas um médico poderá fazer o melhor diagnóstico e prescrever um tratamento para cada paciente, inclusive crianças ou adolescentes. Se tem outras dúvidas sobre o assunto, não deixe de falar com seu pediatra. Ele certamente poderá ajudá-lo. 

  • Sim. Nenhuma criança precisa continuar enurética. Atualmente, existem tratamentos adequados que levam ao controle do problema. Inicia-se com a avaliação criteriosa de cada caso e, com a ajuda de um nefrologista pediátrico, poderá ser escolhido o melhor tratamento para cada paciente.

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