Produção de leite materno

Departamento Científico de Aleitamento Materno 

  • Amamentar vai além de nutrir (o que por si só já é importante). O leite materno favorece as defesas de seu organismo (tem anticorpos) e, juntamente com o vínculo afetivo entre mãe e bebê, contribui para o seu crescimento e desenvolvimento. A pouca produção de leite pode ser um dos desafios que a mãe enfrenta, mas, na maioria dos casos, é apenas uma percepção da mãe relacionada à insegurança sobre sua capacidade de amamentar. Além disso, as crenças e os tabus influenciam em todo o processo da amamentação, principalmente quando pensamos em alimentação materna. 

  • As glândulas mamárias são estimuladas a produzir mais leite à medida que as mamas são esvaziadas. Por isso, quanto mais leite a criança mama, mais leite a mãe terá.  Mas a “fábrica” de leite já começa a trabalhar antes do parto, tanto que algumas gestantes já podem perceber a saída de colostro (primeiro leite) desde o quinto mês de gravidez. E isso é normal! Nos primeiros dias, a quantidade de colostro é pequena, mas é suficiente para saciar o bebê que tem um estômago bem pequeno – no primeiro dia cabem 5 a 7 mL (1 colher de chá) por mamada no estômago do bebê). A mulher começa a produzir mais leite a partir do 3º ou 5º dia após o parto, o que chamamos de “a descida do leite”.

  • Como já foi dito, quanto mais a criança mamar, mais leite a mulher vai produzir. Por isso, é fundamental amamentar a criança sempre que ela quiser e dar tempo para ela retirar o leite do peito. Mas para que a criança consiga retirar o leite com eficiência, é preciso que ela esteja mamando em uma boa posição e com a pega adequada. Também ajudam a ter mais leite se a mãe estiver em um ambiente tranquilo e sem estresse, tomar bastante líquido, dormir bem e aproveitar para descansar enquanto o bebê também dorme. A informação é importante para que as crenças, os mitos, as influências familiares, culturais e sociais que atrapalham a amamentação não tragam ansiedade e insegurança. 

  • Não há evidências de que determinados alimentos aumentam a produção do leite. Estudos mostram, no entanto, que a mãe que amamenta tem hábitos alimentares mais saudáveis, o que é bom para ela e para o bebê. Revelam ainda que a qualidade da alimentação da mãe tem pouca influência no leite materno, que é “programado para dar certo” para cada criança.  Para sua própria saúde, é importante que a mãe tenha uma alimentação variada, equilibrada, coma quando tiver fome e evite dietas restritivas (regimes). Vejam que interessante: a mãe que amamenta precisa comer até 500 calorias a mais para conseguir manter seu estado nutricional e compensar a energia gasta para produção do leite. Por isso a mulher que amamenta costuma ter o seu apetite aumentado. 

  • A princípio, não há nada que a mulher não possa comer durante a fase de amamentação, desde que seja saudável, é claro. Mas alguns alimentos, por possuírem estimulantes que podem passar para o leite, devem ser evitados ou consumidos com moderação, como café, chás com cafeína, chocolate, chimarrão e refrigerantes. Bom senso e canja de galinha não fazem mal a ninguém, não é?  Não use medicamentos para aumentar a produção do leite e, em caso de dúvidas, sempre converse com seu pediatra.

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