Vacinação na adolescência

Departamento Científico de Imunizações 

  • Percebe-se que os calendários vacinais são dinâmicos e sofrem frequentes mudanças. Por isso, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), com a ajuda de seu Departamento Científico de Imunizações, atualiza suas recomendações anualmente, com o intuito de manter o adolescente protegido contra várias doenças preveníveis pela imunização. Lembre-se sempre de levar a carteira de vacinação do adolescente em todas as consultas com seu pediatra.

  • A coqueluche vem aumentando sua incidência entre os adolescentes e esta faixa etária ainda pode transmitir a doença para os lactentes não imunizados. Assim, é preciso ressaltar que, idealmente, o adolescente deve fazer o reforço com a vacina tríplice bacteriana dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular tipo adulto) 10 anos após o segundo reforço, que é feito na criança em torno de 4 a 6 anos. Portanto, ela deve ser aplicada no adolescente entre os 14 e 16 anos de idade. Na impossibilidade do uso da dTpa, deve ser realizado o reforço com a vacina dupla tipo adulto dT (difteria e tétano).

  • Desde 2017, o Programa Nacional de Imunizações do Brasil (PNI) passou a utilizar uma dose adicional da vacina meningite C para os adolescentes entre 12 e 13 anos. A SBP preconiza, sempre que possível, que a vacina meningite quadrivalente ACWY seja utilizada em substituição à meningite C em todas as doses, pelo maior espectro de proteção. A recomendação de doses de reforço cinco anos após (entre 5 e 6 anos de idade para os vacinados no primeiro ano de vida) e na adolescência (a partir dos 11 anos de idade) é baseada na rápida diminuição dos níveis de anticorpos associados à proteção, evidenciada com todas as vacinas meningocócicas. A SBP recomenda ainda o uso da vacina meningocócica B recombinante para os adolescentes ainda não imunizados. Nesta faixa etária são indicadas duas doses com intervalo de um mês entre elas.

  • Sim. Para os adolescentes do sexo feminino e masculino recomenda-se a vacina HPV a partir dos 9 anos de idade. A vacina está disponível no PNI para meninas entre 9 e 14 anos e meninos de 11 a 14 anos de idade. A vacina utilizada é a quadrivalente no esquema de duas doses, sendo a segunda seis meses após a primeira. Estudos recentes mostram que este esquema com duas doses apresenta uma resposta de anticorpos, em adolescentes saudáveis de 9 a 13 anos de idade, não inferior, quando comparada com mulheres de 16 a 26 anos vacinadas com três doses. Porém, há ainda algumas controvérsias em relação ao esquema de duas doses, como a duração da proteção, eficácia na prevenção de verrugas genitais e proteção para os cânceres não cervicais relacionados ao HPV.

  • Sim. Se o adolescente ainda não recebeu as vacinas para as hepatites A e B, recomenda-se atualizar o calendário. Observar também se ele recebeu a segunda dose das vacinas varicela (catapora) e tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).

  • Sim. A vacina para o vírus influenza está indicada anualmente para todas as crianças e adolescentes a partir dos 6 meses de idade. Como a influenza é uma doença sazonal, a vacina deve ser aplicada antes do período de maior circulação do vírus. Sempre que possível, utilizar vacinas para influenza quadrivalentes, pelo maior espectro de proteção.

  • Sim. A vacina da dengue foi recentemente licenciada em nosso país no esquema de três doses (0, 6 e 12 meses) e está recomendada rotineiramente para crianças e adolescentes a partir de 9 anos, em regiões endêmicas. 

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