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Diretora da SBP alerta para fatores que influenciam a residência em Pediatria, no Brasil


Aspectos relacionados à mudança no tempo formação de especialistas dos programas de residência médica em pediatria de dois para três anos e os novos cenários de prática e aprendizado foram abordados em palestra proferida pela Ana Zöllner, diretora da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), durante o Encontro dos Coordenadores dos Programas de Residência Médica em Pediatria do Estado de São Paulo. “A cada ano a ciência sofre importantes modificações e o ensino médico se torna dinâmico ao acompanhar essas mudanças”, ressaltou ela, em sua exposição.

A atividade, com a organização da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), aconteceu na sexta-feira (11) e contou com a presença de vários especialistas que abordaram diferentes aspectos da questão. “Os novos conhecimentos - com o avanço tecnológico e científico - trazem demandas cada vez maiores e diversificadas. Além disto, a evolução humana modifica o perfil da população, demandando nas crianças e adolescentes novas necessidades em seu cuidado cotidiano. O novo currículo responde a necessidade de formar um pediatra atualizado com as questões atuais no âmbito da prevenção, promoção e assistência à saúde, uma vez que a última diretriz dos programas de residência médica se deu em 2006”, afirmou dra. Ana Zöllner.

De acordo com a especialista, que é professora de Ética e Bioética do Curso de Medicina da Universidade de Santo Amaro, em São Paulo, entre as principais mudanças no novo modelo de formação, além da ampliação de dois para três anos, estão o surgimento dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), com foco no conhecimento da genética e da biologia molecular voltada à pediatria e em aspectos da saúde mental. “Todo conhecimento de qualidade é necessário. Entendemos que é importante formar todo e qualquer especialista com qualidade. Entretanto, muito preocupa a situação atual do País e a forma como os gestores veem esta mudança no ensino do especialista na pediatria”, argumentou.

GRADATIVO – Dra. Ana Zöllner ressalta ainda que a atual diretoria da Sociedade Brasileira de Pediatria está percorrendo o País e dialogando com muitos pediatras, professores e preceptores das cinco regiões brasileiras no intuito de sensibilizar a todos para que participem desse processo evolutivo de maneira construtiva e parceira.  

“O novo currículo é uma proposta extremamente importante, O financiamento das bolsas, a drástica redução dos leitos pediátricos e das UTI neonatais e pediátricas, bem como a rede de atenção básica são algumas fragilidades que os atuais supervisores de programa se angustiam em busca de soluções. A SBP tem o compromisso de apoiar e buscar alternativas para que a implantação deste currículo seja gradativa, qualificada e participativa como tem sido a tônica da atual gestão”, acrescentou.

ASSISTA AQUI À COBERTURA DO EVENTO REALIZADO PELA SPSP.

Em fevereiro desse ano, em mensagem de vídeo gravada especialmente para a revista Residência Pediátrica, publicação da SBP voltada aos médicos residentes e demais profissionais de saúde, a presidente da SBP, dra. Luciana Rodrigues Silva, abordou as mudanças no tempo de residência em pediatria de dois para três anos. Para ela, o sucesso da proposta dependerá de uma série de fatores.

ASSISTA AQUI A MENSAGEM COMPLETA PRESIDENTE DA SBP

Segundo a dra. Luciana, os Ministérios da Saúde e Educação, os gestores estaduais e municipais, bem como os diretores de hospitais privados, precisam se empenhar no apoio às mudanças, oferecendo condições adequadas para sua implementação. Entre os pontos que ela identifica como prioritários estão a ampliação do número de preceptores e melhoria das condições de trabalho nos hospitais e ambulatórios onde os residentes são formados.

Atualmente, dos 276 programas de residência em pediatria, 13 já contam com o novo modelo de formação. A previsão é que até 2019 todos os serviços de residência em pediatria no Brasil irão oferecer o novo currículo global. O tema tem sido avaliado com cautela pela atual gestão da SBP.

“Precisamos ter programas consistentes, uniformizados, para esses três anos e que as vagas sejam ampliadas. Sabemos que é extremamente importante a formação aprofundada e cuidadosa do residente de pediatria, pois são eles que cuidarão das nossas crianças e adolescentes, que são o futuro do Brasil”, disse a presidente da SBP.

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