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Membros do DC de Otorrino da SBP publicam artigo sobre o papel do pediatra no tratamento da criança com perda auditiva e surdez

Neste sábado (10) é o Dia Nacional da Surdez. Para lembrar a data, a presidente do Departamento Científico de Otorrinolaringologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), dra. Tânia Sih, e o dr. Ricardo Godinho, membro do DC, produziram o artigo “A criança com perda auditiva e surdez: o papel da família e do pediatra”.

Dividido em três seções, o texto aborda o universo auditivo da criança e fala sobre o período crítico do desenvolvimento da linguagem e privação auditiva. Segundo os autores, a partir da 26ª semana de gestação, o feto humano já é capaz de identificar sons. Os neonatos discriminam sons específicos de seu idioma e preferem melodias musicais aos ruídos ambientais.

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“Os bebês também conseguem diferenciar sons que lhe são familiares, principalmente a voz da própria mãe. Durante os primeiros dias de vida, a voz materna certamente funciona como o maior elo entre a criança e a mãe e durante toda a infância será o estímulo que mais sentimentos evocará”, explicam.

PROBLEMAS AUDITIVOS - No artigo, também é abordada a temática da criança com problemas auditivos. Os autores explicam que a perda auditiva é o déficit sensorial que mais comumente compromete a comunicação. “Aqueles que já experimentaram a privação dos sentidos são os mais capazes de nos ensinar sobre a importância dos mesmos”, observam.

Eles destacam que uma das principais características da sociedade contemporânea é a supervalorização dos meios de comunicação. Na sua avaliação, crianças com boa performance comunicativa serão incluídas com mais facilidade e se destacarão no ambiente social e profissional.

“Sem as oportunidades adequadas para detecção precoce, diagnóstico e intervenção, crianças surdas ou com outros problemas auditivos apresentarão significativas dificuldades para o desenvolvimento socioemocional, da linguagem e da cognição que resultarão em comprometimento na performance educacional, na empregabilidade e inclusão social”, frisam.

PAPEL DO PEDIATRA - Na última seção do artigo, os especialistas falam sobre o papel do pediatra junto à família, cabendo ao profissional lugar de destaque na identificação precoce e encaminhamento do diagnóstico das perdas auditivas na infância. Dra. Tânia e dr Ricardo complementam ainda ao ressaltar que para ocorrer a maturação adequada das vias auditivas do tronco cerebral e das regiões encefálicas relacionadas, é necessário que ocorra a estimulação sonora.

“A detecção de alterações auditivas e a intervenção iniciada até os seis meses de idade garantem à criança o desenvolvimento da compreensão e da expressão da linguagem, bem como o seu desenvolvimento social, comparável com as crianças normais da mesma faixa etária”, analisam.

“Além disto, as crianças portadoras de perda auditiva que são adequadamente tratadas antes dos seis meses de idade demonstram uma significativa vantagem no desenvolvimento das habilidades de comunicação quando comparadas às crianças com semelhante potencial cognitivo, mas que foram identificadas tardiamente. Além do aparelho de amplificação Sonora Individual (AASI), o implante coclear (IC) bilateral simultâneo tem sido uma importante possibilidade para crianças ainda no primeiro ano de vida”, salientam.

SÍNDROMES - De acordo com os pediatras, cerca de 30% das crianças com perda auditiva também apresentam alguma síndrome ou outra malformação ou outro déficit sensorial e/ou comprometimento neurológico associado que poderão interferir com o processamento da informação auditiva.

“Portanto, o diagnóstico precoce também atenuará a influência desses outros fatores. A criança com perda auditiva também está inserida em um contexto que poderá favorecer ou dificultar o diagnóstico precoce e a forma adequada do tratamento. Por esses motivos, o contexto social e familiar deverá ser avaliado juntamente com os resultados da triagem auditiva e do diagnóstico da surdez”, sublinham.

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