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No 38º CBP, debate desmitifica questões relacionadas aos cuidados paliativos em pediatria

O painel com o tema “Cuidados paliativos – uma abordagem holística: o paciente, a família e a equipe” foi um dos destaques do 38º Congresso Brasileiro de Pediatria, em Fortaleza (CE). A atividade objetivou desmistificar o assunto junto aos participantes do debate. Para debater a pauta, a membro do Departamento Científico de Dor e Medicina Paliativa da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), dra. Cristiane Sousa, falou sobre a mística que envolve o tema.

Segundo ela, os cuidados paliativos não se aplicam somente em pacientes na fase terminal: “A atenção não é aplicada só nos pacientes com risco iminente ou fim da vida. Na verdade, o acompanhamento vai desde o início da doença e até o período após o falecimento do paciente, com a oferta de auxílio aos familiares”, disse a especialista. A palestrante também apontou o grupo de crianças que podem ser amparadas pelos cuidados: crianças altamente dependentes, que realizam diálise; com cateter; colostomia; e traqueostomia são exemplos de pacientes que necessitam dos cuidados paliativos.

Durante a discussão foram levantadas questões, como sobre a possibilidade dos cuidados paliativos dentro de uma UTI pediátrica. A debatedora dra. Lara Torreão tratou de tirar a dúvida: “Sim, é possível. O foco é cuidar, não só curar”, afirmou. Quando questionada sobre o momento mais propício de empregar os cuidados paliativos, respondeu: “O emprego é desde o diagnóstico, objetivando controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente”, disse.

O evento teve também a participação do secretário do Departamento Científico de Dor e Medicina Paliativa da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), dr Neulânio de Oliveira, que expôs a respeito da abordagem aos tipos de pacientes. Segundo ele, todos com limitações devem receber os cuidados, pois são elegíveis.

Na conversa, também focou a abordagem holística, uma vez que esses cuidados especiais se estendem aos familiares de pacientes com baixa perspectiva de vida. “Saber verbalizar o assunto junto a família deve ser uma prática que auxiliará a qualidade de vida, tanto do paciente, quanto dos parentes mais próximos”, acrescentou.

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