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No domingo, combate ao desaparecimento de crianças e de adolescentes teve destaque na agenda da SBP e de entidades médicas do Rio de Janeiro

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Diretores do Cremerj e SBP participaram do evento. Foto: Ascom Cremerj

 

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) marcou presença em ato promovido no domingo (12), no Rio de Janeiro (RJ), em que um grupo de profissionais e entidades médicas buscou mobilizar a população para um drama que afeta milhares de famílias no país: o desaparecimento de crianças e de adolescentes. Estima-se que existam cerca de 250 mil pessoas, nestas faixas etárias, nesta situação. 

A organização do evento, que ocorreu na orla de Copacabana, contou com o apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), além da SBP. Também contribuíram com a mobilização a Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro (Soperj), a Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro (Somerj) e a Fundação para Infância e Adolescência, vinculada à Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social do Estado do Rio de Janeiro. 

Durante o ato, os participantes apontaram os números alarmantes do Rio de Janeiro, em 2016. As estatísticas apontam que, no Estado, houve o registro de 5.904 desaparecimentos de pessoas. Destes, estima-se que 75% são do sexo masculino e cerca de 20% são de menores de 18 anos. Os dados são do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos do Ministério Público do RJ. “Muitas dessas crianças vão parar em trabalho escravo, adoção ilegal e exploração sexual de menores”, disse o presidente do Cremerj, dr Nelson Nahon, que é pediatra. 

MOBILIZAÇÃO - A atividade integrou o calendário da Semana Nacional de Mobilização para Busca e Defesa da Criança Desaparecida. A presidente da SBP, dra Luciana Rodrigues Silva, é uma das entusiastas dessa luta. “Trata-se de um drama que passa desapercebido para a maioria das pessoas, mas com consequências profundas para milhares de famílias. É preciso quebrar esse pacto de silêncio e colocar esse tema na ordem do dia da agenda pública”, defendeu. 

O secretário geral da SBP, dr Sidnei Ferreira, concorda com a necessidade de se priorizar o assunto. “Os governos federal, estaduais e municipais precisam assumir que esse é um problema grave e devem atuar com mais rigor e agilidade no controle das fronteiras, rodoviárias e aeroportos, principalmente em regiões com maior número de desaparecidos, pois as estatísticas mostram que, dificilmente, a criança vai reaparecer depois de dois ou três dias da ocorrência”, ressaltou ele, que também é conselheiro do Cremerj e um dos diretores do CFM. 

REPERCUSSÃO - Os dados divulgados durante a mobilização chamaram atenção não só da população e frequentadores do Posto 4 da Praia de Copacabana, mas também da imprensa nacional. Em entrevista para a Agência Brasil, o integrante da Comissão de Ações Sociais do CFM, Ricardo Paiva, disse que uma das reivindicações das entidades é que o cadastro nacional de desaparecimentos realmente funcione (acesse aqui a reportagem completa). 

Por sua vez, o jornal Estado de Minas destacou que um dentre os pleitos das entidades médicas está o estabelecimento de um fluxo pelo qual todos os boletins de ocorrência com registro de desaparecimento de crianças e adolescentes sejam notificados obrigatoriamente ao Ministério da Justiça (acesse aqui a reportagem completa). 

Na oportunidade, os médicos divulgaram informações sobre como evitar um desaparecimento de criança e adolescente. Foram repassados ainda alertas sobre medidas que contribuem para a prevenção ao problema. “Existe a Lei da Busca Imediata [Lei nº11.259/2005] que nem a polícia sabe que existe. Não precisa esperar 48 horas, é para começar a busca na hora [em que for notificado o desaparecimento de criança ou de adolescente]. Esse tema é doloroso, mas existem recomendações de como evitar e de como proceder se ocorrer o desaparecimento”, explicou Paiva.


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