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Novo documento científico do DC de Reumatologia da SBP aborda o Lupus erimatoso sistêmico pediátrico

O Departamento Científico de Reumatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nessa terça-feira (10) o documento científico “Lupus erimatoso sistêmico pediátrico (LESp)”, doença autoimune sistêmica que acomete crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos.

O Lesp é caracterizado pelo acometimento concomitante ou evolutivo de vários órgãos e sistemas. As manifestações dessa doença crônica inflamatória são imprevisíveis a causa ainda permanece ainda desconhecida. Sua principal característica é a variabilidade das manifestações clínicas e a produção de múltiplos autoanticorpos.

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Os principais fatores responsáveis pela etiopatogenia da doença são: herança genética (poligênica ou monogênica), infecções virais (como vírus de Epstein Barr), drogas, imunodeficiências primárias (como deficiência congênita de complemento e deficiência de IgA), fatores hormonais (como estrógeno) e ambientais (como raios ultravioletas, poluentes atmosféricos).

DIAGNÓSTICO – O diagnóstico da doença é realizado pela somatória de manifestações clínicas, exames sorológicos e laboratoriais, biópsias dos órgãos acometidos e outros procedimentos. Segundo o documento, dois critérios de classificação para o diagnóstico de LESp são utilizados na prática clínica: os critérios de classificação do American College of Rheumatology (ACR), que incluem definições padronizadas; e os critérios clínicos de classificação do Systemic Lupus International Collaborating Clinics (SLICC).

Os especialistas do DC de Reumatologia da SBP também abordam os principais diagnósticos diferenciais do LESp, que incluem várias doenças agudas e crônicas da faixa etária pediátrica, que devem ser prontamente afastadas; e as principais manifestações clínicas e alterações laboratoriais no diagnóstico da doença.

“Sinais e sintomas constitucionais são comumente as primeiras manifestações da doença, tais como: febre, anorexia, palidez, perda de peso, fadiga, linfadenopatia difusa, hepatomegalia e esplenomegalia. Também podem ocorrer o acometimento cutâneo, oligoartrite ou poliartrite aguda, derrame pleural e pericárdio bem como manifestações neuropsiquiátricas como cefaleia, distúrbios de humor, convulsões, doença cérebro vascular, psicose e coreia”, diz o documento.

TRATAMENTO – O tratamento deve ser individualizado de acordo com o envolvimento de cada paciente, visando controle inflamatório da doença, melhorando qualidade de vida relacionada à saúde dos pacientes e prevenindo danos irreversíveis nos órgãos e tecidos. Entre as indicações estão o uso de protetor solar, a fotoproteção solar, estímulo à prática de atividades físicas, dieta equilibrada, revisão da caderneta de vacinação, e a restrição a determinados tipos de medicamentos.

O DC de Reumatologia da SBP é composto pelas dras. Sheila Knupp Feitosa de Oliveira; Cláudia Saad Magalhães; Ana Luiza Garcia Cunha; Antônio Sérgio Macedo Fonseca; Clovis Artur Almeida da Silva, Cynthia Torres França da Silva; Luciana Brandão Paim Marques; e Margarida de Fátima Carvalho.

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