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OMS conclui revisão da nova CID, que entrará em vigor a partir de janeiro de 2022

Depois de 28 anos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) atualizou a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID, sigla em inglês).  A versão consolidada da nova classificação, que será chamada CID-11, foi avaliada durante a Assembleia Mundial de Saúde, realizada em Genebra, na Suíça.

A CID-11, que será apresentada para adoção dos Estados Membros em maio de 2019 (durante a Assembleia Mundial da Saúde), entrará em vigor em 1º de janeiro de 2022. Essa versão é uma pré-visualização e permitirá aos países planejar seu uso, preparar traduções e treinar profissionais de saúde.

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A CID é um sistema que foi criado para listar, sob um mesmo padrão, as principais enfermidades, problemas de saúde pública e transtornos que causam morte ou incapacitação de pessoas, além de orientar a conduta de profissionais de saúde na identificação e tratamento dessas doenças.

Essa Classificação é a base para identificar tendências e estatísticas de saúde em todo o mundo e contém cerca de 55 mil códigos únicos para lesões, doenças e causas de morte. O documento fornece uma linguagem comum que permite aos profissionais de saúde compartilhar informações de saúde em nível global.

PROPOSTAS - Há mais de uma década em desenvolvimento, a CID-11 fornece melhorias significativas em relação às versões anteriores. Pela primeira vez, é completamente eletrônica e possui um formato que facilita seu uso. Houve um envolvimento sem precedentes de profissionais de saúde, que se juntaram em reuniões colaborativas e submeteram propostas. A equipe da CID na sede da OMS recebeu mais de 10 mil propostas de revisão.

"Um dos mais importantes princípios desta revisão foi simplificar a estrutura de codificação e ferramentas eletrônicas. Isso permitirá que os profissionais de saúde registrem as condições de forma mais fácil e completa", afirma dr Robert Jakob, líder da equipe de classificação de terminologias e padrões da OMS. Para dra Lubna Alansari, diretora-geral assistente da OMS para medições e medidas de saúde, “a CID é um pilar da informação de saúde e a CID-11 fornecerá uma visão atualizada dos padrões de doença”.

"A CID é um produto do qual a OMS realmente se orgulha", diz dr Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. "Ela nos permite entender muito sobre o que faz as pessoas adoecerem e morreram e agir para evitar sofrimento e salvar vidas”, continuou.

NOMENCLATURA - A referência para a formação da CID é a Nomenclatura Internacional de Doenças, da OMS. No Brasil, a CID baseia as definições dos principais levantamentos estatísticos elaborados pelo Ministério da Saúde. Também é utilizada por seguradoras de saúde cujos reembolsos dependem da codificação de doenças; especialistas em coleta de dados; e outros profissionais que acompanham o progresso na saúde global e determinam a alocação de recursos de saúde.

O novo documento reflete o progresso da medicina e os avanços na compreensão científica. Os códigos relativos à resistência antimicrobiana, por exemplo, estão mais alinhados ao sistema global de vigilância da resistência antimicrobiana (GLASS).

A CID-11 também reflete melhor os dados sobre segurança na assistência à saúde. Isso significa que eventos desnecessários que podem prejudicar a saúde – como fluxos de trabalho inseguros em hospitais – podem ser identificados e reduzidos.

CAPÍTULOS - A 11ª versão da CID também conta com novos capítulos, um deles sobre medicina tradicional; embora milhões de pessoas utilizem a medicina tradicional em todo o mundo, ela nunca havia sido classificada nesse sistema. Outro novo capítulo, sobre saúde sexual, reúne condições que antes eram categorizadas de outras formas (por exemplo, a incongruência de gênero estava incluída em condições de saúde mental) ou descritas de maneiras diferentes. O transtorno dos jogos eletrônicos também foi adicionado à seção de transtornos que podem causar adicção.

Para a presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), dra Luciana Rodrigues Silva, esta é uma mudança importante, pois significa o reconhecimento das consequências do uso abusivo de internet, computadores, smartphones e outros aparelhos eletrônicos, além do descontrole no uso de videogames. “Esse tipo se situação aumentou drasticamente nas últimas décadas e este aumento veio associado a casos documentados de consequências negativas para a saúde”, destacou.

Para ela, o Transtorno por Jogos Eletrônicos é parte de um comportamento de jogo persistente ou recorrente caracterizado por um descontrole, em prejuízo de outras atividades na medida em que o jogo tem precedência sobre outros interesses e atividades diárias, mesmo quando sua continuação implica a ocorrência de consequências negativas. “A SBP tem estado atenta ao fenômeno e procura colaborar com a prevenção aos agravos, inclusive com a edição do documento científico Saúde das crianças e adolescentes na Era Digital, que alcançou ampla repercussão junto à imprensa e à população”, ressaltou.

*Com informações da Agência Brasil e da Assessoria de Imprensa da OPAS


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