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Projeto Parto Adequado conta com a participação da SBP na definição de suas próximas etapas

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A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) participou pela primeira vez de reunião para discutir o andamento do Projeto Parto Adequado, desenvolvido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) com os objetivos de reduzir a admissão de recém-nascidos potencialmente saudáveis (acima de 2500g) em UTIs neonatais e de diminuir as taxas de cesáreas desnecessárias, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde, em 2015.

A secretária do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), dra. Maria Albertina Santiago Rego, representou a entidade no encerramento da Fase 1 e no lançamento da Fase 2 do Projeto Parto Adequado, no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), em São Paulo (SP). A atividade aconteceu em 18 de novembro.

Em reunião ocorrida este mês, entre a presidente da entidade, dra Luciana Rodrigues Silva, e o ministro Ricardo Barros, a equipe do Ministério da Saúde já havia destacado a importância da participação da SBP neste projeto. Durante o encontro, em Brasília, dra Luciana Silva reivindicou maior inserção dos pediatras e de sua entidade de representação nos debates relacionados às políticas públicas de saúde.

PARCERIA – Após acompanhar a apresentação de alguns indicadores, ela ressaltou que, para a SBP “as práticas clínicas potencialmente melhores ao parto e nascimento demandam sistematização dos fluxos assistenciais na rede perinatal, garantindo o percurso clínico da gestante, parturiente, puérpera e recém-nascido: no pré-natal, estratificação de riscos ao longo da gestação e vinculação da gestante à maternidade que possa responder às suas demandas clínicas e às do recém-nascido; no parto, instituições que apresentem estrutura com equipe assistencial e processos clínicos definidos nas melhores evidencias cientificas disponíveis; na alta, garantia de transição do cuidado hospitalar ao ambulatorial em serviços de atenção primária para o recém-nascido termo e cuidados secundários ao prematuro”.

No encontro, em São Paulo, ainda houve espaço para um debate sobre a reorganização do modelo assistencial e do modelo de remuneração na atenção obstétrica e neonatal, com a participação ativa da Sociedade de Pediatria. “A SBP é uma parceira e tem um papel fundamental no processo de educação continuada dos pediatras e na interdisciplinaridade com a obstetrícia e enfermagem obstétrica e neonatal, dentre outros”, frisou a dra. Maria Albertina.

O PROJETO – O Projeto Parto Adequado é desenvolvido, desde abril de 2015, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), liderado pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e apoiado pelo Ministério da Saúde. A iniciativa ainda conta com o monitoramento do Institute for Healthcare Improvement (IHI) e pretende identificar modelos inovadores e viáveis de atenção ao parto e nascimento, que valorizem o parto normal e reduzam o percentual de cesarianas desnecessárias na saúde suplementar.

Essa iniciativa visa ainda a oferecer às mulheres e aos bebês o cuidado certo, na hora certa, ao longo da gestação, durante todo o trabalho de parto e pós-parto, considerando a estrutura e o preparo da equipe multiprofissional, a medicina baseada em evidência e as condições socioculturais e afetivas da gestante e família. Na primeira fase, participaram 18 operadoras e 35 hospitais–maternidades do País. Na segunda fase, a meta é expandir progressivamente o programa para 150 hospitais para alcançar, em 2020, atenção ao parto fundamentada nas melhores práticas clínicas para todos os nascimentos.

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