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SBP cobra do Ministro da Saúde adoção de medidas que valorizem o pediatra e seu papel na assistência e junto à sociedade

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Diante de representantes de várias entidades médicas, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) cobrou do ministro da Saúde, Ricardo Barros, a adoção de medidas pelo Governo que valorizem os médicos especialistas no atendimento de crianças e adolescentes. Em pronunciamento, o 1º vice-presidente da SBP (foto), dr Clóvis Francisco Constantino, ressaltou essa postura terá repercussões, sobretudo, na prevenção de doenças junto à população com idades de zero a 18 anos.

Com isto, evita-se um enorme elenco de doenças do adulto por si só. Por este e outros motivos, senhor Ministro, que, representando essa classe de especialistas médicos que são os pediatras, peço fundamental atenção de sua gestão no Ministério (posto que as anteriores nos minimizaram ou esqueceram), ao pediatra brasileiro, tal como em outros países. Atenção no sentido de readequar nossa irrisória remuneração de trabalho altamente especializado, bem como interferir na opinião pública, com ações intensas para resgatar e demonstrar a importância científica e social do pediatra, entendido como aquele médico altamente treinado para cuidar da saúde de cidadãos priorizados em nossa Carta Magna e que são o futuro”, afirmou dr Clóvis Constantino.

O 1º vice-presidente da SBP destacou ainda que o Brasil conta com milhares de pediatras titulados e associados, prontos para atender a população de crianças e adolescentes deste país. Ciente das preocupações do Ministério com o impacto dos gastos e investimento em saúde no orçamento público, dr Clóvis Constantino alertou o ministro Ricardo Barros, como agente público, sobre a necessidade de ouvir e atender as reinvindicações da melhor forma possível.

 “O senhor expôs que uma de suas prioridades envolve ações preventivas no sentido de diminuir o elevado custo da assistência médica de alta complexidade. Asseguro, que ninguém melhor que o pediatra o senhor encontrará para atender crianças e adolescentes, em sua essência, por meio da puericultura, a abrangente ação preventiva aos cidadãos em crescimento e desenvolvimento”, disse, que concluiu: “todos querem seus filhos assistidos por pediatras e estamos prontos para tal”.

DEBATE – Durante o encontro, realizado na quarta-feira (8), na sede da Associação Médica Brasileira (AMB), em São Paulo, o destaque foram os problemas de subfinanciamento da saúde. O ministro Ricardo Barros reafirmou a disposição para contribuir em projetos de Estado para área da Saúde e disse que, como engenheiro, deve cumprir o papel de dar aos médicos brasileiros condições adequadas de trabalho (insumos, equipamento e estrutura) para que a população possa ter acesso à saúde de qualidade.

Dentre as perguntas feitas pelos médicos presentes, um dos destaques foi a preocupação com atrasos nos pagamentos dos salários, situação que chega a níveis críticos, com mais de seis meses de atraso, em algumas cidades, apesar de receberem os recursos do Ministério em dia. Em resposta, ele afirmou que o sistema de pagamentos e transferência de recursos para os municípios será ajustado. “Hoje, no Sistema Único de Saúde (SUS), o dinheiro é repassado e o que for feito está feito. Ninguém tem que prestar contas, não tem responsabilidade, mas passará a ter”, afirmou, após explicar que será aperfeiçoada a exigência de comprovação de pagamento dos serviços prestados como forma de fortalecer os mecanismos de controle na área.

Ainda segundo o ministro, no modelo de descentralização dos recursos o Ministério da Saúde repassa R$ 80 bilhões para estados e municípios executarem os serviços de saúde. Segundo Ricardo Barros, a crise enfrentada por estados e municípios provocam distorções que afetam o sistema e os profissionais ao não efetuarem os repasses necessários.

O presidente da AMB, dr Florentino Cardoso, ressaltou a disposição da entidade de trabalhar em prol de políticas de Estado para melhorar os indicadores de saúde e oferecer uma melhor estrutura que favoreça a medicina e o médico. Neste contexto, expressou seu apoio às medidas que tragam mais eficiência e transparência para o SUS, o que considera como condição fundamental para a adequada utilização dos recursos públicos.

 

 

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