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SBP expressa apoio ao Manifesto do Porto, que alerta os brasileiros sobre a importância da correta utilização das dietas sem glúten

A presidência da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e os membros do Departamento de Gastroenterologia da entidade expressaram apoio e concordância com o Manifesto do Porto, divulgado pela Sociedade Latino Americana de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica (LASPGHAN). O texto foi elaborado em 2017, por ocasião do Congresso realizado naquela cidade portuguesa. Contribuiram nesse processo, o dr José Vicente Noronha Spolidoro e a dra Vera Lúcia Sdepanian, ambos membros do DC da SBP.

LEIA AQUI O MANIFESTO DO PORTO.

Em nota, a Sociedade diz que acredita que os problemas apontados também ocorrem com frequência no Brasil. “A dieta isenta de glúten é uma poderosa e excelente medida terapêutica quando adequadamente indicada (...) Assim, apoiamos o Manifesto do Porto que alerta os brasileiros sobre a importância da correta utilização das diferentes dietas de eliminação, lembrando que se iniciadas e executadas erronea mente podem provocar deficiências nutricionais”, diz o texto.

MANIFESTO – Os especialistas da LASPGHAN, durante reunião em seu XII Congresso na cidade do Porto, em Portugal, expressaram preocupação com o aumento vertiginoso das pessoas no mundo que restringem espontaneamente o glúten de suas dietas, sem adequada avaliação médica prévia.

“Como especialistas em Gastroenterologia e Nutrição infantil, sabemos que, ao contrário de outras dietas restritivas, restringir o glúten não promove deficiências nutricionais importantes, desde que sejam seguidas as recomendações profi ssionais para uma dieta bem equilibrada. Do ponto de vista médico, a dieta isenta de glúten é indicada para pessoas com Doença Celíaca, alergia ao trigo e a condição chamada sensibilidade ao glúten não celíaca”, alertam.

No Manifesto, os médicos defendem que é importante saber quem é portador de Doença Celíaca antes de remover o glúten da dieta, pois esta doença tem uma alta prevalência, variando de acordo com o grupo étnico e atingindo em alguns países mais de 1% da população. “Também após o diagnóstico, além do aconselhamento dietético, recomenda-se acompanhamento médico periódico para monitorar se a dieta está sendo seguida de forma correta e a possível ocorrência de doenças associadas”, destaca o documento.

DOENÇA CELÍACA - A LASPGHAN expressou ainda sua preocupação com a importância de excluir o diagnóstico de Doença Celíaca antes de iniciar a dieta de restrição, pois uma vez iniciada, o diagnóstico torna-se mais difícil devido à regressão da sintomatologia e à normalização dos marcadores da doença (anticorpos contra a doença celíaca). “Recomendamos a todos aqueles que desejam iniciar esta dieta restritiv a, procurar antes aconselhamento médico, para fazer a investigação necessária, assim estabelecendo ou excluindo o diagnóstico de Doença Celíaca”, orienta.

O Manifesto do Porto foi elaborado pelos drs. José Vicente Spolidoro (Departamento Científico de Gastroenterologia da SBP); Jorge Amil Dias; Isabel Polanco; Vera Lúcia Sdepanian (Departamento Científico de Gastroenterologia da SBP); Carmen Ribes Koninchx; María del Carmen Toca; Enriqueta Román Riechmann; e José Armando Madrazo-de la Garza.

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