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SBP, SBIm e SBI emitem nota técnica conjunta sobre Sarampo


As Sociedades Brasileiras de Pediatria (SBP), de Imunizações (SBIm) e de Infectologia (SBI) divulgaram nesta quarta-feira (18) nota técnica conjunta sobre o sarampo, doença infecciosa grave, extremamente contagiosa e que pode evoluir com complicações e até óbito. O texto chama a atenção para a doença que era considerada eliminada do Brasil e das Américas, mas que dá sinais de retorno.

O sarampo mantém-se como um problema de saúde pública, principalmente na Europa e na Ásia, onde a doença ainda é endêmica e causa frequentes surtos. No Brasil, foram registrados surtos de sarampo em 2013 no Estado de Pernambuco e em 2014 no Ceará. Como resultado das ações de vigilância, laboratório e imunizações, em 2016 o Brasil chegou a receber o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo pela Organização Mundial da Saúde (OMS), declarando a região das Américas livre da doença.

ACESSE AQUI A NOTA TÉCNICA CONJUNTA SOBRE SARAMPO.

No Brasil, nenhum caso de sarampo foi registrado, desde então, até que, em janeiro de 2018, casos importados da Venezuela deflagraram surtos em Roraima e no Amazonas, onde a cobertura vacinal estava abaixo dos necessários 95%. Em relação à faixa etária, em ambos os Estados, a maior taxa de incidência da doença está concentrada entre crianças de seis meses a quatro anos de idade. Outros casos foram registrados no Rio Grande do Sul, em São Paulo, no Mato Grosso e no Rio de Janeiro.

“A presença do vírus em nosso território reforça a necessidade de esforços no sentido da vigilância epidemiológica ativa (notificação de casos suspeitos idealmente em 24 horas, investigação ágil, adequada coleta e envio das amostras), do bloqueio através da imunização e de ações para a homogeneização das coberturas vacinais entre crianças, adolescentes e adultos”, enfatizam os especialistas.

Segundo a nota, a sustentabilidade da eliminação do sarampo, da rubéola e síndrome da rubéola congênita requer o compromisso de todos: médicos, outros profissionais da saúde, sistemas de vigilância epidemiológica, adequada rede de diagnóstico laboratorial e de programas de vacinação em níveis federal, estadual e municipal.

O texto foi coordenado pelos drs. Renato Kfouri, presidente do Departamento Científico de Imunizações da SBP; Isabella Ballalai, presidente da SBIm; e Lessandra Michelin, coordenadora do Comitê de Imunizações da SBI.

VACINAÇÃO – No Brasil, diante da falta de homogeneidade da cobertura vacinal entre crianças menores de cinco anos e, considerando que a maioria dos casos hoje notificados estão nesse grupo, a saúde pública tem como estratégia, a vacinação em massa com prioridade para os menores de cinco anos.

“Nessas situações, para que o êxito da campanha contra o sarampo seja alcançado, a vacinação de menores de cinco anos deve ser indiscriminada e considerar dose adicional da vacina para aqueles com registro de duas doses da tríplice viral (desde que a última tenha sido aplicada há mais de 30 dias)”, recomendam os especialistas. Esta estratégia permite reduzir o risco de possíveis falhas primárias e a consequente proteção adequada da população.

De acordo com os calendários de vacinação da SBP e da SBIm, a vacinação deve ser rotineira para crianças: duas doses aos 12 e 15 meses de idade, podendo ser realizada com as vacinas tríplice viral ou tetra viral. Crianças, adolescentes e adultos, que não receberam essas doses na infância e que não tiveram sarampo, devem ser vacinados a qualquer momento: duas doses com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

NOTIFICAÇÕES – Segundo a Portaria Nº 204, de 17 de fevereiro de 2016, do Ministério da Saúde, o sarampo é doença de notificação obrigatória, ou seja, incluso na Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional.

Os casos suspeitos ou confirmados devem ser notificados a fim de manter a eliminação do sarampo, mediante uma vigilância epidemiológica sensível, ativa e oportuna, permitindo assim, medidas de controle pertinentes.

A nota técnica conjunta orienta os pediatras como analisar os exames para casos suspeitos e o vínculo epidemiológico, em que todo o caso suspeito que tenha tido contato de um ou mais casos de sarampo confirmados por exame laboratorial, e que apresentou os primeiros sintomas da doença entre 7 e 18 dias da exposição ao contato.


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