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Sobape participa de mobilização de combate à sífilis congênita

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Neonatologista Lícia Moreira apresentou revisão da literatura sobre a doença durante evento na sede do Ministério Público

 

A Sociedade Baiana de Pediatria (Sobape) participou da 11ª edição do Dia Nacional de Combate à Sífilis, na sede do Ministério Público da Bahia, encontro promovido pela Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis (SDST-BA). Entre os principais temas foram discutidos a prevenção, desafios, participação na Atenção Básica, apoio da mídia, educação em saúde, comitês ou câmaras técnicas de investigação e a perspectiva da chegada de penicilna cristalina.

A presidente da Sobape, Dolores Fernandez, coordenou a conferência de abertura sobre o tratamento da Sífilis Congênita, ocorrida no dia 14 de outubro e contou com a palestra da neonatologia Lícia Moreira. Além de traçar o histórico da doença, conhecida desde o século XV, a neonatologista apresentou uma revisão da literatura que trata sobre a doença.

Segundo ela, mesmo com diagnostico fácil e tratamento de baixo custo que leva à cura, a sífilis continua a registrar níveis alarmantes no Brasil, nos últimos cinco anos. Conforme o Ministério da Saúde, o número de casos saltou de 6.916, em 2010, para 13.705, em 2013, com aumento em 2014 e 2015. De acordo com a neonatologista Lícia Moreira, a Bahia acompanhou a elevação nacional dos casos. A média aceita pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 0,5 casos por 1000 nativivos, mas, em 2013, o Brasil tinha 4,7/1000. Em 2016, pode chegar a 6/1000.

Durante a apresentação a pediatra Lícia Moreira mostrou que a penicilina cristalina continua sendo padrão ouro nos casos graves, com envolvimento do sistema nervoso central ou quando o estudo do liquor não for possível. Ela citou também estudos sobre penicilina procaina e neurosífils, observando a preocupação de seu uso mesmo no período neonatal, uso das cefalosporinas de terceira geração.

Em sua apresentação, Lícia Moreira enfatizou a necessidade de reforçar as ações preventivas.”Sem políticas públicas eficazes e conscientização da população não haverá chance imediata de redução da sífilis na gestante e no seu concepto”, alertou, ao acrescentar que apenas 12% dos parceiros das gestantes infectadas fazem o tratamento. “O pediatra deve saber diagnosticar e tratar sífilis congênita, mas sobretudo deve participar da luta nas acões preventivas”, completou.

Em setembro deste ano, Licia Moreira representou a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) em uma reunião com o Ministério da Saúde, em Brasília, que discutiu com vários segmentos a proposta de Ações Estratégicas de Combate a Sífilis na Gestação.

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