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Memorial de Pediatria Brasileira

Memorial de Pediatria Brasileira

fachada memorial

Localizado na Casa da Bica da Rainha, uma construção histórica no bairro do Cosme Velho, no Rio de Janeiro, cercada de um bucólico e tranquilo jardim, que recebe a visita frequente de micos, macacos, gambás e esquilos, o Memorial da Pediatria Brasileira é um espaço cultural interativo, que tem por objetivo contribuir para a reflexão, a pesquisa e para o debate na área de Pediatria.

O Memorial abriga um museu, com exposição interativa permanente sobre a história da Pediatria brasileira, uma biblioteca e um centro de pesquisa e documentação, que contam com aproximadamente 15 mil itens.

A exposição aborda desde os aspectos da relação do adulto com a criança na cultura indígena e entre brancos e negros, até o ensino da Pediatria. São mais de 60 painéis informativos, fotos, objetos, vídeos e outros recursos audiovisuais. A exposição registra ainda a instalação de hospitais e postos de puericultura, a ação dos Departamentos da Criança Nacional e Estaduais, as leis que se ocuparam das questões da infância no Brasil, as modernas técnicas de prevenção e tratamento, os serviços de atendimento a crianças portadoras de deficiências e os aspectos mais expressivos das ações da Pediatria contemporânea. As campanhas de imunização, de aleitamento materno, do soro caseiro e de prevenção de acidentes e violência também podem ser vistas pelo público.

História

A ideia do Memorial surgiu com Carlos Arthur Moncorvo Filho (um dos pioneiros da Pediatria brasileira, ao lado de seu pai, Carlos Arthur Moncorvo de Figueiredo), que viu a necessidade da criação de um museu da Pediatria.

A ideia começou a tomar forma na comemoração dos 90 anos da Sociedade Brasileira de Pediatria, em 2000, que teve início no aniversário da SBP, dia 27 de julho, quando foi celebrado pela primeira vez o Dia do Pediatra.

Na data, foi lançada a pedra fundamental do Memorial, dentro da qual foi colocada uma urna com diversos documentos. O projeto do Memorial, o livro comemorativo, as últimas edições do Jornal de Pediatria e do SBP Notícias, além de exemplares dos jornais O Globo e Extra, com notícias sobre o evento, foram os itens escolhidos para serem guardados na pedra fundamental. Esta “caixa do tempo” foi aberta depois de dez anos, no centenário da SBP.

Em pouco tempo o projeto cresceu e tomou a forma de uma instituição de auxílio à pesquisa e que também pudesse registrar quem foi, é, e será o médico que se dedica a saúde das crianças. O Ministério da Cultura incluiu o Memorial nos incentivos da Lei Rouanet e a Casa da Bica da Rainha foi escolhida como área física de patrimônio cultural e ecológico do Rio de Janeiro.

“Temos orgulho de nossa história. É tempo de preservá-la e tratá-la com o carinho que dispensamos aos nossos pacientes”, diz a frase inscrita na pedra fundamental do Memorial. A partir daquele ano, a data de fundação da Sociedade passou a ser comemorada como o Dia do Pediatra.

Nessa ocasião foi lançado também o livro “Um compromisso com a esperança – História da Sociedade Brasileira de Pediatria”, de Glauco Carneiro, e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos apresentou o carimbo comemorativo dos 90 anos da Sociedade. Os ex-presidentes Walter Telles, Júlio Dickstein, Pedro Celiny e o presidente do Conselho Acadêmico, Nelson Barros, foram chamados para utilizar o carimbo pela primeira vez.

Assista ao vídeo sobre o Memorial:

Localização

O Memorial da Pediatria Brasileira está situado no bairro do Cosme Velho (muito próximo do bonde que leva ao Cristo Redentor, no morro do Corcovado, um dos principais pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro), instalado na centenária Casa da Bica da Rainha, patrimônio cultural e ecológico do Rio de Janeiro, no terreno contíguo ao da Bica da Rainha, que é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN).

Construída na primeira metade do século XIX, a residência foi adquirida em 1937 pelo engenheiro Adehrbal Pougy, um dos responsáveis pela construção do Túnel Rebouças. Nesta época foi reformada, recebendo um segundo pavimento. De estilo colonial, com seu jardim de árvores centenárias, o local transmite paz e tranquilidade.

Na entrada da casa está localizada a Bica da Rainha, construída em meados do século XIX para canalizar as águas de uma nascente às quais eram atribuídas qualidade terapêuticas. A bica recebeu este nome por ser frequentada por D. Maria, a Louca, mãe de D. João VI, e por sua nora Dona Carlota Joaquina, em 1808. Acredita-se que a expressão “Maria vai com as outras” tenha surgido a partir deste fato, já que D. Maria fazia as visitas sempre acompanhada de suas damas de companhia.

O museu

O museu do Memorial da Pediatria Brasileira contribui para a comunidade local e para a classe estudantil e médica. Suas salas de exposição abrigam informações e objetos da área que se encontravam dispersos e lá são conservados e expostos, contribuindo para a preservação da memória dos pediatras brasileiros. Para isso, o Memorial conta com uma equipe de profissionais na área de museologia e de biblioteconomia.

Por meio de painéis, esculturas, instalações, vídeos e sonorização, o visitante faz uma viagem pela história da Pediatria, desde a chegada de D. João VI ao Brasil (pois as primeiras instituições de ensino médico só chegaram ao País com a vinda da Família Real portuguesa, em 1808, sendo o tratamento das doenças até então feito predominantemente por curandeiros indígenas e africanos) até os dias atuais.

Há referências aos primeiros serviços de Pediatria, às Santas Casas, às clínicas pioneiras (em 1881, Carlos Arthur Moncorvo de Figueiredo instalou em sua própria residência, no Rio de Janeiro, a primeira Policlínica Infantil do Brasil, onde, em 1881 passou a funcionar o primeiro curso de Pediatria), às primeiras faculdades, como a Faculdade de Medicina da Bahia, em Salvador, e a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

A mostra aborda também a Roda dos Expostos, que foi a primeira ação de cuidado assistencial no País, em 1738, na Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (até o século XVIII, não havia atenção especial à criança). A roda era um armário com gavetas, onde as mães deixavam seus bebês, dos quais não podiam ou queriam cuidar.

Há também curiosidades como a “cadeira de operar amígdalas”, modelos antigos de balanças para bebês, berços e o chamado “pulmão de aço”, entre outras peças interessantes. A exposição enfoca também as novas tecnologias, a genética e as inovações da neonatologia. Além disso, há referências às campanhas realizadas sobre temas como: crianças portadoras de necessidades especiais (as APAEs), teste do pezinho, crianças indígenas, soro caseiro, imunizações, amamentação (com fotos de algumas “madrinhas”, como Luiza Brunet, em 1999; Glória Pires, em 2000; Isabel Fillardis, em 2001; Cláudia Rodrigues, em 2002; e Luiza Tomé, em 2003), prevenção de acidentes e violência.

O espaço conta ainda com uma biblioteca e um centro de documentação, cujos acervos podem ser pesquisados no local e via Internet, além de um espaço multiuso.

Biblioteca e Centro de Documentação e Pesquisa

Na Biblioteca e no Centro de Documentação encontram-se diversas coleções de documentos que pertenceram a pediatras renomados, bem como material produzido pela Sociedade Brasileira de Pediatria, proveniente de todo o território nacional, além de biografias de patronos da Academia Brasileira de Pediatria e ex-presidentes da SBP, banco de dissertações, teses de pediatras e também sobre pediatria (defendidas em outros programas da área médica – sempre estudos de brasileiros e sobre problemas do País).
Endereço:
Rua Cosme Velho, 381
Cosme Velho – RJ – CEP: 22241-125
Telefone: 2245-3110

Horário de Visitação:
9h às 16h (segunda-feira à sexta-feira)

Visitas de grupos e de pesquisadores podem ser agendadas previamente.