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UnB recebe residentes de pediatria. SBP apresenta novo currículo

Reportagem 03/03/2015
Drs. Silvana Fahel da Fonseca e Dioclécio Campos Jr. com residentes da UnB e o livro “Currículo Pediátrico Global (SBP e Manole)”.
Drs. Silvana Fahel da Fonseca e Dioclécio Campos Jr. com residentes da UnB e o livro “Currículo Pediátrico Global (SBP e Manole)”. (foto: Bruno Peres)

Melhoria da assistência da criança e do adolescente. Essa é a causa, para a qual professores e residentes de pediatria da Universidade de Brasília (UnB) estão “muito voltados”, avalia Elis Pereira Rego, que acaba de iniciar o treinamento. “Por isso, acho que tudo vai dar certo”, diz, prevendo também mais oportunidades de pesquisas em outros países e crescimento na profissão, proporcionados pelo currículo internacional, em vigor na Universidade desde 2014. A instituição está entre as onze que já oferecem a formação em três anos, com a lógica do Currículo elaborado pelo Global Pediatric Consortium (GPEC).

Elis Pereira Rego, residente de 1º ano
Elis Pereira Rego, residente de 1º ano

Nessa segunda-feira, os jovens médicos receberam as boas-vindas dos professores Silvana Fahel da Fonseca, supervisora do Programa de Residência em Pediatria do Hospital Universitário; Cátia Cruz, gerente de Ensino e Pesquisa; Marilúcia Picanço, coordenadora da Área de Medicina da Criança e do Adolescente; Vera Bezerra, professora titular, em nome do corpo docente; José Alfredo Lacerda, também da supervisão do Programa; João Pimentel, chefe de Clínicas Pediátricas; Maíra Araújo, que falou pelos residentes e Dioclécio Campos Jr., representante da SBP no GPEC e que abriu a sessão:

– A nova formação é conquista pela qual a Sociedade luta há dez anos. Agora, obtivemos também importante salto de qualidade, sintonizado com o que há de melhor na assistência infanto-juvenil em todo o mundo – disse, se referindo, de um lado à proposta, aprovada pelo MEC em 2013, de aumentar o tempo de residência de dois para três anos, com atualização do conteúdo; e de outro, à participação ativa dos pediatras brasileiros em articulação com os demais países.

Também muito positivo é o testemunho de Marcelo Gramacho Chaves, residente de 2º ano, para quem o primeiro foi “excelente”, com o cuidado e a atenção por parte dos professores tornando “muito mais fácil” a adaptação dos residentes de pediatria. “Problemas estruturais foram sanados com intercâmbio com outros serviços. Nada ficou descoberto”, frisa. Vocacionado, conta que sempre gostou da medicina de crianças e adolescentes. “Vim de Santa Maria da Vitória, no interior da Bahia, para onde pretendo voltar. Trabalhei lá no Programa Saúde da Família e pude constatar a grande carência existente na região. São mães carentes e mal orientadas, é enorme a demanda. Escolhi pediatria para ser útil em minha terra natal”, salienta.

Sobre as vantagens do novo programa, Marcelo frisa que, considerando que é preciso aprender os cuidados sobre tão ampla faixa etária, dois anos seguramente são insuficientes. “Tenho uma prima pediatra e pude comparar. Antes se via muito pouco de adolescência, por exemplo, diz”. O jovem médico elogia também o livro com o Currículo Pediátrico Global elaborado pelo GPEC, traduzido para o português e impresso pela SBP para distribuição aos residentes e preceptores. “Vai nos nortear sobre as habilidades que precisamos ter, achei muito bom”, diz.

“A grande diferença agora é de planejamento. Com três anos podemos oferecer melhor formação. Além de facilitar o intercâmbio com outros países, o novo currículo básico também é importante para termos um mesmo olhar em termos de regiões do Brasil. Nesse sentido, as diretrizes da SBP têm  sido muito importantes e todos estão muito animados”, atesta a dra. Silvana Fonseca.