carregando...

Campanha de multivacinação para crianças e adolescentes começa no dia 19, em todo o País

SBP em Ação 16/09/2016

canstockphoto19594704

O Ministério da Saúde lançou dia 13 (terça-feira), em Brasília, a Campanha Nacional de Multivacinação 2016. O objetivo é mobilizar os pais ou responsáveis a levarem seus filhos para atualizar o cartão de vacinação. Este ano, a ação será voltada para menores de cinco anos, para crianças de nove anos e adolescentes de 10 a 15 anos incompletos. Para isso, o Governo enviou 19,2 milhões de doses extras de 14 vacinas para os postos de saúde de todo o país. 

O dia D da mobilização nacional será no sábado, 24 de setembro, mas a campanha se inicia na próxima segunda-feira (19) e vai até 30 de setembro. Ao todo, foram enviadas às unidades da federação 26,8 milhões de doses. A quantidade inclui insumos para vacinação de rotina, no mês de setembro (7,6 milhões) e doses extras para a campanha (19,2 milhões). Serão cerca de 36 mil postos fixos de vacinação e 350 mil profissionais de saúde envolvidos nos 12 dias de mobilização. 

Com a campanha de vacinação, espera-se a redução das doenças imunopreveníveis no país e diminuir o abandono à vacinação. Como a vacinação será de forma seletiva para a população alvo, não há meta a ser alcançada. Para reforçar a mobilização, o Ministério da Saúde lançou uma campanha publicitária que será divulgada em todo o país. Com o slogan “Todo mundo unido, fica mais protegido”, a campanha publicitária será veiculada na televisão, rádio e internet, com vídeos, banners, cartazes e jingles. 

VISÃO DA SBP – Recentemente, a presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), dra Luciana Rodrigues Silva, defendeu a importância da vacinação da população de crianças e adolescentes em reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo. Durante sua entrevista, a representante dos pediatras brasileiros explicou, ainda, que para a saúde pública, as vacinas que integram calendário específico são plenamente justificáveis e devem ser dadas a todas as crianças, a não ser que exista uma recomendação médica específica para não fazê-lo. 

Ela rechaça um dos principais argumentos do movimento antivacina: a ocorrência de efeitos colaterais das vacinas. Segundo dra Luciana, “não existe trabalho científico com evidência suficiente para provar que o autismo, por exemplo, possa ser causado por vacinas. E os sintomas mais brandos, como febre, não justificam a não vacinação de uma criança, uma vez que isso pode facilitar o surgimento de surtos ou endemias já erradicadas no Brasil, mas ainda presentes em outros países”. 

MUDANÇAS NO CALENDÁRIO - Em janeiro de 2016, o ministério promoveu alteração no esquema vacinal de quatro vacinas: poliomielite, HPV, meningocócica C (conjugada) e pneumocócica 10 valente. O Calendário Nacional de Vacinação tem alterações rotineiras e periódicas em função de mudança na situação epidemiológica, nas indicações das vacinas ou na incorporação de novas vacinas.  

Atenta às mudanças e à condução do Programa Nacional de Imunização, a SBP considera importante que as autoridades considerem a implantação do calendário integral de vacinação na rede pública, conforme sugerido pela entidade. “A alegação de custos não pode ser usada como desculpa pelo Ministério da Saúde para não tomar essa medida. Em síntese, o que se gasta em vacinação tem que ser considerado investimento, pois os benefícios superam em muito as ditas despesas”, ressaltou o secretário-geral da SBP, dr Sidnei Ferreira.  

Como ele, pensa a presidente da SBP: “as vacinas e todas as medidas de prevenção de doenças são também medidas de diminuição do custo com doenças e hospitalizações e investimentos para saúde nosso bem maior, as crianças e os adolescentes brasileiros”. Confira a seguir as mudanças deste ano: 

POLIOMIELITE - O esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável – VIP (2, 4 e 6 meses) e mais duas doses de reforço com a vacina oral – VOP (gotinha). Até 2015, o esquema era de duas injetáveis (VIP) e três orais (VOP). A mudança está de acordo com a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e como parte do processo de erradicação mundial da pólio.  

HPV - O esquema vacinal passou de três para duas doses, com intervalo de seis meses entre elas. Os estudos recentes mostram que o esquema com duas doses apresenta uma resposta de anticorpos em meninas saudáveis de 9 a 14 anos não inferior quando comparada com a resposta imune de mulheres de 15 a 25 anos que receberam três doses. As mulheres vivendo com HIV entre 9 a 26 anos devem continuar recebendo o esquema de três doses. 

MENINGOCÓCICA - O reforço, que anteriormente era administrado aos 15 meses, passou a ser administrado aos 12 meses, preferencialmente, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras doses da meningocócica continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses. 
 
PNEUMOCÓCICA- Redução de uma dose na vacina pneumocócica 10 valente. Passou a ser administrada em duas doses, aos 2 e 4 meses, com um reforço preferencialmente aos 12 meses, que pode ser recebido até os 4 anos. (Com informações da Agência Saúde). 

Doses extras enviadas aos estados para a campanha de multivacinação: 

Vacina 

 Quantitativo 

Dupla adulto 

2.194.380 

DTP 

595.420 

Febre amarela 

1.374.300 

Hepatite A 

293.700 

HPV 

2.286.720 

Meningocócica C 

1.475.310 

Pentavalente 

786.260 

Pneumo10 

447.833 

Rotavirus 

542.030 

Varicela 

           202.300 

VIP 

1.801.140 

VOP 

5.045.875 

Tetra viral 

2.097.870 

 TOTAL 

19.235.838