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Campanha do Dia dos Pais é bem recebida pelos pediatras brasileiros

SBP em Ação 12/08/2016

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“Um abraço do tamanho do Brasil para todos os pais pediatras”. Este é o mote de campanha lançada nesta sexta-feira (12) pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) como parte das comemorações do Dia dos Pais, que será festejado em 14 de agosto (domingo). Em mensagem encaminhada pela presidente da SBP, dra. Luciana Rodrigues Silva, é ressaltado a importância da participação dos pais no processo de desenvolvimento de crianças e adolescentes. 

Segundo ela, esse envolvimento em favor do bem-estar das futuras gerações deve acontecer de forma contínua e crescente. “Impossível ignorar a importância do papel dos pais no desenvolvimento das crianças e dos adolescentes! ”, destacou a presidente da SBP, que não esqueceu de ressaltar o papel chave dos pediatras ao estimular esse engajamento. 

HOMENS ESPECIAIS - No Brasil, existem atualmente cerca de 35 mil pediatras, de acordo com os dados da Demografia Médica organizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), sendo que em torno de 30% são homens. Como parte desse público específico é composto de profissionais que também acumulam a missão da paternidade, dra. Luciana Rodrigues Silva destaca que esse grupo “são homens especiais, que oferecem sua atenção, amenizam preocupações e distribuem cuidado aos seus próprios filhos e a tantos outros filhos das famílias brasileiras”, disse. 

Preocupada em estimular a união dos pediatras brasileiros e o carinho que têm com seus filhos e pacientes, a presidente da SBP faz um agradecimento a todos que compartilham essa missão: “A eles, pais e pediatras e pediatras-pais, nosso agradecimento e o desejo sincero de que prossigam, unidos, na tarefa de fazer parte da vida e dos cuidados das nossas crianças e adolescentes”. 

COMPLEMENTO - A iniciativa da campanha foi aprovada pelos profissionais da área, que veem uma relação íntima entre a paternidade e a profissão. Para o coordenador de Congressos e Simpósios e dos Programas de Atualização da SBP, dr. Ricardo Gurgel, a paternidade serviu como complemento em sua formação como pediatra. “Ser pai muda a maneira como enxergamos a vida, coisa que não se aprende nas escolas. Não penso que quem não é pai não possa ser pediatra, mas quem o é consegue entende melhor o pensamento dos pais dos pacientes sobre a saúde dos seus filhos”, destacou. 

O presidente da Sociedade Alagoana de Pediatria (SAP), João Lourival Souza Jr, acredita que o pediatra se coloca de forma intuitiva em uma posição paternal também na consulta. De acordo com ele, “essa experiência é transferida automaticamente aos nossos pacientes. Temos que ser uma autoridade e referência para os nossos filhos e pacientes, e a pediatria me ajuda muito nesse aspecto”. 

As exigências e responsabilidades da profissão podem ter um impacto na vida em família dos pediatras-pais, mas isso não é um obstáculo intransponível. Para o dr. Euze Márcio, presidente da Sociedade Mato-grossense de Pediatria (Somape), o trabalho como pediatra impõe aos profissionais menor disponibilidade de convivência com os filhos, mas a dificuldade se torna um desafio a ser superado. 

“Precisamos sempre criar um tempo para os nossos filhos para que haja interação e vínculo, apesar de os plantões, inerentes à profissão, não nos permitirem muito isso. Mas o fato de ser pediatra me ajuda a ter esse tipo de cuidado não só no acompanhamento do crescimento, mas no carinho, na educação, no respeito, e na sensibilidade com os meus filhos”, frisou.