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Congresso vai debater vacinação em crianças com câncer

SBP em Ação 31/10/2016

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O câncer no útero é a terceira causa de morte por câncer em mulheres no Brasil e 70% dos casos são causados pelo Papiloma Vírus Humano (HPV). E embora o Brasil seja uma referência em vacinação contra o HPV em todo o mundo, a falta de informação e boatos sobre reações adversas ainda prejudicam o combate à doença. O problema é que, para os pais de crianças e adolescentes com câncer, as incertezas sobre diversos tipos de vacinação ainda são recorrentes. 

Por isso a pergunta “A Criança com câncer: vale a pena vacinar?” será o mote de uma série de debates durante o XV Congresso Nacional de Oncologia Pediátrica, que ocorre entre os dias 15 e 19 de novembro, no Rio de Janeiro. Estimativas do Instituto de Câncer (Inca) apontam que metade das mulheres com vida sexual ativa será infectada pelo vírus HPV. Desde 2013, o Ministério da Saúde disponibiliza a vacina preventiva para meninas de nove a 13 anos. A vacina, no entanto, nunca foi bem recebida e sempre esteve no foco de polêmicas.  

Em 2014 e 2015, boatos de reações adversas graves em adolescentes que tomaram a vacina espalharam pelo Brasil. Somada a isso, religiosos manifestaram descontentamento com a campanha de vacinação por acreditar que era um incentivo à uma vida sexual precoce. Apesar de todos os esforços do governo federal e entidades médicas para derrubar os mitos, a segunda dose da vacina está sobrando nos postos de saúde. Apenas 43% das meninas receberam a segunda dose da vacina. 

O evento também abordará as “Estratégias de vacinação no Paciente Oncológico”, a “Vacinação Para Prevenção do Câncer: HPV e Hepatite B” e “Quais as Vacinas Disponíveis e Quando Indicar”. De acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), que organiza o Congresso com o apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), as vacinas vivas, como as utilizadas contra sarampo, poliomielite, caxumba, rubéola, varíola e febre amarela, são contraindicadas em crianças durante o período de tratamento quimioterápico, pois podem provocar infecção similar à natural, o que é traz riscos para quem está com o sistema imunológico debilitado. 

Já as vacinas não-vivas, como as contra influenza, são liberadas. “Vacinar os pacientes pediátricos com câncer contra H1N1 é muito importante, porque o vírus pode afetar esse paciente de forma severa. A caderneta de vacinação de quem acompanha essas crianças e adolescentes durante o tratamento também precisa estar em dia para evitar que sejam transmissores de doenças”, recomenda a Sobope.

Mais de mil profissionais da área são esperados nos debates sobre os desafios e avanços na prevenção ao câncer infantil. As inscrições ainda estão abertas. Para os associados à Sociedade Brasileira de Pediatria, os preços são diferenciados. Outras informações estão disponíveis no site do evento. As inscrições se encerram no dia 31 de outubro e podem ser feitas pelo endereço: http://www.sobope2016.com.br/