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Diretor da SBP alerta para o aumento da sífilis congênita em entrevista especial na TV Senado

SBP em Ação 31/03/2017

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A necessidade de uma mobilização nacional que reúna governos, médicos e sociedade para combater o crescimento da sífilis e da sífilis congênita é destaque no programa Cidadania, na TV Senado, que vai nesta sexta-feira (31/3), 20h30, mas já se encontra disponível na internet. O secretário geral da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Sidnei Ferreira, será o entrevistado do programa.

PARA VER A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA ACESSE AQUI 

Na entrevista de quase meia hora, o pediatra destaca a importância de as mulheres fazerem o acompanhamento pré-natal logo no início da gestação: “O pré-natal tem que ser feito o quanto antes. Infelizmente muitas mulheres só conseguem fazer depois do quarto mês, quinto mês, quando o ideal é fazê-lo até o terceiro mês”, afirma. 

Ferreira explica que se a infecção for detectada no início da gestação, e a mulher for tratada adequadamente, o bebê não será contaminado. Mas já existem relatos de fetos com menos de três meses que foram contaminados, por isso a importância de um diagnóstico precoce.

O médico afirma ainda que a situação é alarmante e pode ser tratada como uma epidemia. As infecções por sífilis entre gestantes aumentaram de 3,7 para 11,2 a cada um mil nascidos vivos entre 2010 e 2015. No caso da sífilis congênita as taxas foram de 2,4 para 6,5 casos para cada um mil nascidos vivos no mesmo período.

A falta de medicamentos foi outro ponto destacado no programa. O medicamento que combate a bactéria causadora da doença, a penicilina, é muito barato e por isso não existe interesse por parte dos laboratórios para produzi-lo. Em 2016, 60% dos postos de saúde não tinham medicamentos para tratar a sífilis.

O pediatra destaca também o alerta feito pela SBP no ano passado sobre o avanço da sífilis congênita no país e a articulação junto ao Ministério da Saúde para que a questão seja tratada como prioridade na agenda da saúde pública no país.

“Estamos vivendo o caos neste momento. Falta medicamento. Falta exame para fazer diagnóstico. Falta capacitação das equipes para fazer o atendimento. Não adianta ter a equipe e o remédio e não saber tratar”, alerta.