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Diretor de Ensino e Pesquisa da SBP participa de reunião sobre Zika vírus no Ministério da Saúde

SBP em Ação 03/10/2016
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Dr. Joel Lamounier, diretor de Ensino e Pesquisa da SBP. Foto: Agência Olho de Peixe

 

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) marcou presença na oficina sobre o “Protocolo Integrado de Vigilância e Atenção à Saúde no âmbito da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), em Brasília (DF), realizada pelo Ministério da Saúde, em mais uma etapa do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes e à microcefalia realizado pela pasta. O representante da entidade na atividade foi o diretor de Ensino e Pesquisa da SBP, dr. Joel Lamounier.

Durante o encontro realizado dia 27, houve a apresentação da proposta de protocolo integrado, elaborado pelas áreas de Atenção e Vigilância do Ministério da Saúde, com o apoio da Organização Pan-Americana de Saúde e Organização Mundial de Saúde (OPAS/OMS). O objetivo foi qualificar e validar a minuta do documento. “Foram apresentadas pelos representantes do Ministério da Saúde todas as informações existentes até hoje sobre a infecção do vírus da Zika no Brasil e as suas consequências, principalmente na questão da microcefalia para os recém-nascidos”, comenta o dr. Joel.

Segundo ele, o Ministério da Saúde, juntamente com outras entidades participantes, como a Sociedade Brasileira de Pediatria, e especialistas na área, está buscando estabelecer linhas gerais, que servirão de orientação na atenção ao tratamento dessas crianças pela rede pública de saúde. “É importante a participação porque se trata de crianças que vão precisar de um seguimento, de acompanhamento, principalmente pelos pediatras”, frisa o diretor da SBP.

AÇÕES UNIFICADAS – A proposta do Ministério da Saúde é unificar as ações, ou seja, estabelecer aquelas que serão feitas e como deverão ser conduzidas essas crianças, uma vez que ainda não se conhece bem a doença e as suas consequências. “O que se sabe é que as crianças que têm microcefalia podem ainda ser estimuladas e conduzidas por uma equipe multiprofissional e ter certo grau de melhora”, esclarece o representante da SPB.

A minuta aprovada será encaminhada para apreciação de um grupo ampliado de técnicos e especialistas, que atualmente compõem a Rede Nacional de Especialistas em Zika e doenças correlatas (ReneZIKA). O próximo passo será a elaboração de um plano, chamado inicialmente de Linhas Gerais, que servirá de orientação à rede pública de saúde geral, com foco no pediatra.

Dr. Joel destaca ainda que também existem crianças que não têm microcefalia, mas que apresentam outros sinais de doenças ao nascer e que devem ser tratadas de forma adequada, com a capacitação dos profissionais de saúde para lidarem no tratamento delas. “Nesse caso, a pediatria será fundamental, uma vez que o pediatra é o médico que poderá detectar esses recém-nascidos com algum tipo de doença que passaram despercebidos ao nascer. Ou seja, o paciente ao chegar ao ambulatório poderá ser diagnosticado corretamente e encaminhado de maneira precoce com boas perspectivas de tratamento”, pondera.

Ele salienta que é preciso apontar, a partir de informações do Ministério da Saúde, quais crianças realmente foram diagnosticadas com microcefalia ocasionada pelo Zika vírus para que possam ser indicadas ao tratamento adequado. “O Ministério da Saúde está fazendo o monitoramento de todas as crianças que nascem com determinadas características, não só de microcefalia, mas também outras doenças listadas nessas Linhas Gerais. A partir daí, elas serão incluídas no cadastro chamado Vigilância, o que permitirá acompanhar essas crianças e realizar o tratamento adequado. É importante estar atento que para se diagnosticar a microcefalia causada pelo Zika vírus é necessário fazer uma série de exames complementares de imagem, como a ressonância magnética, por exemplo, a fim de confirmar o diagnóstico”, finaliza o dr. Joel.

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Dr. Joel Lamounier, o segundo da esquerda para a direita, ao lado de representantes do Ministério da Saúde / Foto: Joel Lamounier (arquivo pessoal)