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Já está no ar nova edição da revista Residência Pediátrica

SBP em Ação 24/11/2016

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Com enfoque em temas relacionados à bioética, já está disponível para leitura o volume 6, Suplemento 1, da revista Residência Pediátrica (RP). O arquivo da publicação está hospedado no site da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). A nova edição, lançada no início de novembro, tem seu editorial assinado pela presidente da SBP, dra. Luciana Rodrigues Silva.

Clique aqui para acessar o volume 6, Suplemento 1, da Revista Residência Pediátrica.

Em sua apresentação, ela introduz a discussão sobre alguns dos principais dilemas éticos da prática médica. “A postura ética é indispensável para quem lida com a vida! (…). Ressalte-se que, do mesmo modo como o médico avalia seus pacientes, o médico também é avaliado pelos pacientes e seus familiares”, explica a dra. Luciana Rodrigues, em seu artigo.

Outro texto de destaque é “O estudo da ética médica se faz urgente”, assinado pelo secretário-geral da SBP e membro do Conselho Editorial da RP, dr. Sidnei Ferreira, que traz um panorama sobre a conduta ética dos médicos e da abertura indiscriminada de escolas de medicina no País, o que coloca em risco a qualidade da formação e do atendimento aos pacientes pelos futuros profissionais.

“A qualidade ruim do ensino, vínculos trabalhistas precários, péssimas condições de trabalho e salários incompatíveis com a responsabilidade e conhecimentos técnico-científicos exigidos na nossa labuta diária, frutos da má gestão, incompetência e desídia dos gestores dos três níveis de governo, além da corrupção, influenciam negativamente as estatísticas de denúncias e processos ético-profissionais”, diz o autor.

Também nesta edição, na seção “Artigos de revisão”, os textos incentivam os residentes à autorreflexão sobre os valores e os princípios humanos fundamentais, como em “Morte encefálica (ME) e doação de órgãos e tecidos”, assinado pelo dr. Mário Roberto Hirschheimer. “A ME é um produto dos avanços tecnológicos, em que é possível manter artificialmente a frequência cardíaca, a ventilação pulmonar, a pressão arterial, a temperatura e a homeostase bioquímica, mesmo após a parada das funções encefálicas”, diz trecho do artigo.

Em “Ética em pesquisa em crianças e adolescentes”, a autora dra. Rosana Alves, propõe “apresentar breve histórico da evolução da ética em pesquisa com participação de crianças, com posterior discussão sobre a legislação brasileira que trata do assunto. Aponta fragilidades na atuação de profissionais de saúde, consequente à formação profissional deficiente na área de humanidades e aponta necessidades para melhor entendimento sobre pesquisa em crianças e adolescentes”.

E no artigo “Relação médico-paciente”, escrito pelo dr. Aderbal Tadeu Mariotti, explica que “em pediatria a relação médico-paciente tem peculiaridades próprias, pois aquele a quem se chama de paciente não é uma criança, e sim a mãe, o pai ou o cuidador. Na realidade, é com a mãe ou o pai a quem o médico constrói a relação médico-paciente de fato”, diz o autor.