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No RJ, emoção e história da pediatria marcam abertura do 18º Fórum da ABP

SBP em Ação 09/09/2016
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Da esquerda para a direita: José Martins Filho, presidente da ABP, Luciana Silva, presidente da SBP, Isabel Madeira, presidente da SOPERJ, e José Dias Rego, coordenador dos Fóruns da ABP / Fotos: Vanessa Eyer

 

A 18ª edição do Fórum da Academia Brasileira de Pediatria (ABP) nessa quinta-feira, dia 8, no Rio de Janeiro, foi marcada por um misto de história e emoção com as homenagens ao dr. Júlio Dickstein. As crianças do Coral da ABP fizeram a cerimônia de abertura apresentando as canções “Trenzinho caipira”, “Natureza distraída”, “Partida de futebol”, “Bicicleta” e “Se gente grande soubesse”. Para a presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, dra. Luciana Rodrigues Silva, “é uma honra para a SBP e a ABP homenagear o acadêmico Júlio Dickstein, que é sinônimo de pediatria e dono de um legado de bondade, dedicação, amor e gratidão à profissão”, frisou.

Dr. Edson Liberal, 2º vice-presidente da SBP, afirmou que a realização do Fórum na cidade do Rio de Janeiro é um marco para a pediatria. “Resgatar esse momento tão importante para os acadêmicos que trabalharam e trabalham para a especialidade, juntando a capacidade dos integrantes da ABP com o local que deu início à SBP, tem uma relação direta e fundamental para que façamos o Fórum aqui”.

HISTÓRIA - O evento está sendo realizado no Edifício Solar – mesmo local que foi a primeira sede da SBP, fundada pelo dr. Fernandes Figueira, em 1910 – e presta homenagem ao dr. Júlio Dickstein, considerado um exemplo ímpar para a representatividade da classe pediátrica brasileira. “Esse local é fabuloso e está sendo muito emocionante recordar a história da fundação da Sociedade e ao mesmo tempo homenagear esse decano da pediatria”, ressaltou o dr. José Martins Filho, presidente da Academia.

Para o dr. José Dias Rego, coordenador dos Fóruns da ABP, “é uma emoção homenagear aquele que foi meu professor e também pediatra dos meus filhos, nesse lugar onde muitas sementes foram plantadas. Estamos colhendo frutos e tentando deixar uma sementinha para as gerações futuras”, diz.  Já Reinaldo Menezes Martins, secretário da ABP, diz que “resgatar a história ajuda na compreensão dos acontecimentos e da evolução, ao mesmo tempo em que se percebe melhor o que falta fazer para a classe pediátrica”.

Segundo o dr. Júlio Dickstein, receber o reconhecimento dos colegas é uma emoção vigorosa. “Esse é um momento histórico em minha vida, sobretudo por estar nesse ambiente que foi o início da pediatria no Brasil”, destaca o médico que dedicou 67 anos de sua vida à profissão, exercendo o cargo de presidente da SBP, em 1974, e primeiro coordenador dos Fóruns da Academia, função que ocupou até 2014.

PALESTRANTES – Dr. Reinaldo Martins iniciou o ciclo de palestras do primeiro dia falando sobre “A Sociedade Brasileira de Pediatria e o pediatra ao longo do tempo”, resgatando a história da entidade. Na sequência, foram realizadas as mesas-redondas com as temáticas “Morte violenta na criança e no adolescente”, cujas palestras foram “Homicídio de jovens”, ministrada por Inácio Cano, professor-adjunto da Universidade Estadual do Rio de Janeiro  (UERJ), e “Suicídio na infância e adolescência”, ministrada pelo dr. Orli Carvalho da Silva Filho, médico do Instituto Fernandes Figueira (IFF) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

À tarde, aconteceram as mesas-redondas “Resiliência”, comandada pelo dr. Luiz Schettini Filho, psicólogo, e pela dra. Sônia Eva Tucherman, do Comitê de Ensino e do Conselho Diretor da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro  (SBPRJ); e “Prevenção de preconceitos”, com as palestras “Crianças e adolescentes com deficiências”, ministrada pela dra. Dafne Dain Gandelman Horovitz, do Centro de Genética Médica do IFF, e “Preconceitos de cor, raça/etnia, gênero e religião”, com a dra. Maria Helena Rodrigues Navas Zamora, membro do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDECA-RJ) e docente dos cursos de graduação e pós-graduação em Psicologia da PUC-RJ.

Nessa sexta-feira, 9, haverá o colóquio “Degradação do meio ambiente e doenças emergentes: aspectos médicos, sociais e éticos”, com as coloquiatras Cristina de Albuquerque Possas, Keyla Belízia Feldman Marzochi, Mauro Marzochi, Akira Homma e Nélson Grisard. No segundo dia do evento, também acontecerão as mesas-redondas “Família ao longo do tempo e suas implicações sociais”, “Populações indígenas: saúde e cidadania” e “Arte na Medicina”. No encerramento, às 18h, haverá a inauguração da placa comemorativa pela fundação da Sociedade Brasileira de Pediatria.

ASSEMBLEIA – No sábado, dia 10, das 8h às 14h, haverá a assembleia da ABP. Na pauta, a aprovação da ata da última reunião, realizada no dia 19 de março, em Recife (PE), a edição do 18º Fórum e as iniciativas decididas no evento, sugestões de data e local para a realização do 19º Fórum, em 2017, e ainda a apresentação da proposta e a aprovação do novo Regulamento da Academia.  

Realizado em duas edições anuais nas principais cidades do País, os Fóruns visam levar até a população temas de interesse social. “As crianças e os adolescentes são o principal significado para os representantes dos pediatras brasileiros estarem aqui, pois discutimos questões que envolvem o futuro do país, com temas relevantes não só para os médicos especialistas e outros profissionais de saúde, mas para toda a população, em um evento totalmente gratuito que conta com participação de diversas entidades de representatividade na sociedade civil”, concluiu a presidente da SBP.