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Palestrante da SBP tem espaço de destaque em Congresso Mundial de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição

SBP em Ação 03/11/2016

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A presidente do Departamento Científico de Hepatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), dra Gilda Porta, ocupou espaço nobre na programação do 5º Congresso Mundial de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica (5º WCPGHAN 2016, na sigla em inglês), realizado na cidade de Montreal, no Canadá. Na oportunidade, ela ministrou concorrida palestra sobre o tema hepatite fulminante e transplante de hepático. 

No Congresso, dra Gilda Porta foi uma das representantes da diretoria da SBP. No encontro, considerado mundialmente um dos maiores entre gastroenterologistas pediátricos, hepatologistas e outros cientistas da área, ela falou ainda sobre sua experiência no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. 

“A organização do evento trabalhou arduamente para trazer ao evento um conjunto de pesquisas emergentes, além de avanços clínicos relevantes, com abordagens inovadoras para a investigação, diagnóstico e tratamento pediátrico”, destacou dra Gilda. No Congresso, a SBP contou ainda com a presença de outro representante: sua presidente, dra Luciana Rodrigues Silva.  

Para ela, a participação da SBP foi uma oportunidade importante de intercâmbio científico e técnico. “Ter acesso às novidades no âmbito internacional é fundamental para os debates realizados na Sociedade Brasileira de Pediatria. Precisamos estar atentos para manter o padrão de excelência na atuação de nossos especializados, que têm um alto conceito em nível internacional”, ressaltou dra Luciana. 

RESULTADOS INÉDITOS – Segundo a dra. Gilda, a falência hepática aguda é uma condição rara em crianças e muitas vezes requer a realização urgente de um transplante. “Nestes casos, o transplante intervivo pediátrico – quando uma parte do fígado, em geral o lobo esquerdo, do doador (usualmente pai ou mãe) é transplantado na criança – aumenta sobremaneira as chances de êxito”, disse ela, ao apresentar resultados inéditos de um estudo conduzido pelo grupo de cirurgia pediátrica do Instituto da Criança.  

O estudo – cujos resultados foram publicados originalmente na edição nº 7 de 2016, volume 22, da revista científica Liver Transplantation –avaliou o quadro clínico de 115 crianças com hepatite fulminante. Os números foram apresentados no 5º WCPGHAN com o objetivo de descrever a experiência do Brasil no tratamento da falência hepática aguda pediátrica, com ênfase sobre o papel do transplante intervivos no tratamento desta condição.  

Ela explica que, para esta pesquisa, os pacientes foram divididos em dois grupos com base no momento da admissão: antes e depois de junho de 2007, quando o programa de transplante intervivo pediátrico foi iniciado no Instituo da Criança. “Observamos que a taxa de sobrevida nas crianças que receberam o transplante intervivos foi de 70% após o transplante, contra 37% identificados naquelas que receberam transplantes de fígado de doadores falecidos”, apontou a especialista. 

“O diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais. Quando feito de forma imediata e com o apoio da família, os transplantes podem mudar a história natural de uma criança”, enfatizou dra. Gilda. 

PROGRAMAÇÃO – A programação do 5º WCPGHAN 2016 foi elaborada por um Comitê Científico composto por especialistas das entidades ligadas à Federação de Sociedades Internacionais de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica (FISPGHAN). Ao todo, o programa abordou nove eixos temáticos: doença inflamatória intestinal; doença celíaca e outros distúrbios gastrointestinais; neurogastroenterologia e motilidade; endoscopia; hepatologia; pancreatologia; saúde global; nutrição e reabilitação intestinal; e transplantes. 

A quinta edição do WCPGHAN também foi palco para a reunião anual da FISPGHAN, da qual participam as sociedades profissionais Norte-Americana, Latinoamericana, Europeia e Asiática. A Federação foi fundada em 2000 e tem como objetivo promover a cooperação internacional de educação entre os gastroenterologistas pediátricos. Outro papel da entidade tem sido o de facilitar a realização do WCPGHAN, que atualmente ocorre a cada quatro anos.